CONSCIENTIZAÇÃO 10.07.2026 | 08h57

redacao@gazetadigital.com.br
GettyImagens
Um cansaço inexplicável e falta de ar podem ser sinais de uma doença que, se não acompanhada de perto, tende a ser fatal. No Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, nesta quinta-feira (9), a cardiologista Geovanna Schauren esclarece como é a chamada doença do coração fraco e orienta o que fazer no caso de sintomas.
A especialista, que atua no Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, explica que a doença surge quando o coração perde a capacidade de bombear sangue com eficiência, tendo dificuldade em suprir as necessidades do corpo. Entre os sinais mais evidentes estão falta de ar, cansaço e retenção de líquido. “No início, o organismo encontra mecanismos para superar essa fragilidade, mas, com o tempo, a fadiga e a dificuldade para respirar aparecem não só nos esforços maiores, mas até mesmo em repouso”, afirma a cardiologista.
Leia mais - DAE atribui dívida de R$ 315 milhões e pedido de intervenção a antigas gestões
Já a retenção de líquido é formada pela dificuldade de o coração bombear sangue e nutrientes, ocasionando inchaços em diversas partes do corpo, como nas pernas. “A retenção mais grave é nos pulmões, o chamado edema pulmonar, porque é uma das principais causas de internação”, comenta Geovanna.
A insuficiência cardíaca geralmente se desenvolve a partir do descontrole de outras doenças, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e obesidade. Além do infarto, uma doença nas válvulas do coração também pode ocasionar o quadro, o que reforça a necessidade de orientação médica ao sinal de qualquer um dos sintomas.
“O especialista é o profissional ideal para fechar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento. É possível que o paciente conviva bem com a insuficiência cardíaca, mas o acompanhamento do cardiologista é fundamental”, afirmou a especialista.
Além de remédios, o tratamento é multifatorial e pode incluir desde mudanças na alimentação, passando por fisioterapia geral ou fisioterapia respiratória e até chegar à necessidade de procedimentos cirúrgicos, para implante de dispositivos. Se não for devidamente acompanhada, a insuficiência cardíaca pode ocasionar arritmias e levar à falência do coração.
“Um paciente com esse quadro pode descompensar muito rápido, evoluindo para sintomas que parecem com o infarto, ou para o infarto de fato. Por isso, é importante se auto-observar e ser acompanhado por um cardiologista”, orienta a médica.
Sobre o Einstein
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas - que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência - e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.