BANDEIRA É DE TODOS 01.10.2022 | 16h05

redacao@gazetadigital.com.br
Felipe Leitão
Camisa de time, óculos ‘juliet’, chinelo kenner, brincos de argolas, durag, pelos descoloridos, blusas personalizadas, buckets. Esses são alguns dos acessórios e características que compõem a ‘estética di cria’, que pode ser usada por qualquer pessoa. A combinação de roupas com cores da bandeira do Brasil têm sido a escolha de muitos desejam desatrelar a imagem da bandeira de grupos políticos e reforçar que ela é de todos os brasileiros.
Em Cuiabá, o conceito brasilcor e a ‘estética di cria’ têm feito sucesso, principalmente entre os jovens. As roupas e os acessórios (brincos, óculos, correntes) compõem o visual deste público para festas e 'rolês' realizadas na capital. Alguns desses eventos já pedem a vestimenta seja na linha ‘di cria’, mandrake, entre outras nuances do mesmo estilo. Seja qual for o gênero, para compor o figurino não pode faltar a camisa da seleção brasileira. O objetivo é ousar! E nem é preciso gastar muito para isso.
A estudante Vitória Portes destaca que tem aproveitado o ano de Copa do Mundo para resgatar o orgulho de vestir a camisa do Brasil. "Acho incrível a moda. Porém, é preciso saber de onde vem. A favela sempre produziu coisas incríveis. Tem artistas no mundo da música, na dança, na moda, em tudo".
A "estética di cria" surgiu nas favelas, principalmente do Rio de Janeiro, e tem dominado todo o Brasil. A internet e as redes sociais acelera a expansão das tendências, que antes ficavam concentradas nos grandes centros. Agora, o que é visto em um lugar atinge diversas regiões simultaneamente.
Cabe destacar que estilistas de favelas têm investido na composição de coleções que tentam dar um novo olhar sobre a bandeira do Brasil. Pinã é a marca criada pelo estilista carioca Jeanderson Martins, conhecido como Abacaxi. O jovem explora a cultura dos anos 2000 e tem impactado positivamente a moda brasileira. A marca é uma das que sempre usou as cores nacionais nas criações. Sensualidade, recortes únicos e muita ousadia são algumas das particularidades da Piña.
Já a universitária Vitória Aline pontua a ligação da estética cheia de cores com as favelas e regiões periféricas do país. "Pude observar desde quando era mais nova, no CPA, que as meninas tinham esse estilo". A jovem conta que tenta fugir das grandes marcas de roupas e utilizar peças de brechós com preços menores.
"Isso representa também! Não é só usando roupas das grandes marcas", completa.
A moda das favelas vai muito além do modo de vestir. Representa cultura, história, ancestralidade e identidade. É preciso reconhecer que as coisas por lá não surgem do nada. A favela, assim como as regiões periféricas são fábricas de talentos, criações e inovações. E mesmo sendo de lugares diferentes do país, às culturas são unidas pela razão da história do Brasil ser uma só.
Confira o desfile 'Trem Bala Da Piña';
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Lucileide - 08/06/2024
Para a praia ainda passa. Gostei da bolsa bola , única peça bonita.
Lucileide - 08/06/2024
Caramba! Exatamente iguais aos figurinos que os gays aqui do Zero Km( (Ponto de prostituição). Só mudou as cores.
2 comentários