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MAIS HABILIDADES 06.10.2021 | 07h00

Comando dos Bombeiros vai endurecer seletivo para eliminar 'alunos fracos'

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João Vieira

João Vieira

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, anunciou que a seleção para entrar na corporação será mais rigorosa e exigente com determinadas habilidades. A medida visa prevenir que casos como a morte do aluno Rodrigo Claro se não repitam durante o curso. Ele garantiu que o óbito foi uma situação isolada.


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Rodrigo morreu em 15 de novembro de 2016 após passar mal em treinamento de salvamento aquático realizado na Lagoa Tevisan em Cuiabá. A instrutora do curso, tenente Izadora Ledur, foi acusada de tortura que culminou em homicídio.


Em setembro desse ano, o juiz Marcos Faleiros e os demais membros do Conselho Militar, da 11ª Vara Criminal e Justiça Militar, condenaram a oficial a um ano de prisão por maus tratos.


No Tribunal, a oficial Ledur negou que tenha torturado o rapaz e que ele tinha grande dificuldade em nadar. A conduta dela, segundo depoimento, foi de incentivo para que o jovem, de 21 anos na época, melhorasse.


“Agora, como o governador já anunciou, iremos mudar um pouco a seleção, aumentar mais as exigências, retirar os fracos e melhorar o treinamento. Vamos exigir mais habilidade na área aquática, em altura, justamente para que o soldado venha mais preparado para suportar o treinamento, que é difícil, pois nos preparamos para salvar pessoas. Tem que ser uma formação forte e firme, porque a sociedade precisa da nossa resposta”, afirmou o coronel nesta terça-feira (5).


Segundo ele, serão requeridas habilidades do aluno para que ele apenas seja aperfeiçoado no treinamento. O coronel disse que a metodologia se aplica na próxima turma de formação, mas não mencionou quando a portaria será publicada. “Nossa atividade é muito estafante. Agora, no combate a queimadas, não é fácil andar 30, 40 km sob o sol num calor intenso. É muito desgastante”, exemplificou.

 

O militar assegurou que casos de maus tratos e tortura não são comuns na corporação e que o fato envolvendo Ledur e Rodrigo Claro foi algo pontual. Antes da morte de Rodrigo, outros alunos de turma anterior já tinham denunciado a conduta supostamente irregular da oficial. A corregedoria investigou e não encontrou nada de errado no comportamento dela.


O comandante afirma que assim como os bombeiros tratam a população quando são acionados, são tratados os novos soldados. Também garantiu que há acompanhamento dos instrutores para se averiguar a postura nos cursos.


“O caso da Ledur estava na Justiça Militar, houve o julgamento e a decisão do juiz. Nós do Corpo de Bombeiros prezamos pela boa convivência, pelo cuidado e segurança. Claro que existem fatos isolados. Não temos nenhum caso recorrente de problemas em nossas formações. [...] Não é uma leniência, a Justiça Militar condenou por maus tratos, definiu a pena e ela segue na carreira dela. Somos isentos, respeitamos decisões judiciais”, destacou.

 

O caso
Rodrigo Claro morreu em 15 de novembro de 2016, 5 dias após ser internado em hospital particular de Cuiabá.

Ele participava de treinamento de salvamento aquático na Lagoa Trevisan, curso do qual a oficial era instrutora. Conhecida por sua conduta enérgica e até agressiva, a tenente teria perseguido o soldado, sabendo da dificuldade que ele apresentava durante o treinamento.

No curso, o jovem passou mal após sofrer vários “caldos” e foi impedido pela tenente de deixar a aula, mesmo relatando o mal estar. Já sem forças para continuar, ele saiu do treinamento e foi buscar socorro médico.

Da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, ele foi encaminhado para o Hospital Jardim Cuiabá, onde faleceu.

 

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Comentários

Anonimous - 06/10/2021

Aaaah entendi, vão matar outro aluno afogado que seja em um Lago ou Rio e ao final do processo vai terminar em Pizza novamente.

Sergio de aguiar chaves - 06/10/2021

Ao meu ver , esses treinamento acho uma tortura , para formar Bom militares não precisa de tortura e sim de enteligencia e controle emocional para quando aborda um cidadão de bem não seja tratado como bandidos muitos sai completamente do controle, teria que passar constantemente por reciclagem principalmente os militares da PM...

Antonio Claro - 06/10/2021

Quanta falta de empatia! Não adianta combater somente o morro, tem que combater o asfalto também, escalar para trabalhar nas formações militares mais qualificados e preparados.

alberto - 06/10/2021

Justo comandante, então tem de começar pelo quadro existente eu já vi vários COMBATENTES muito acima do peso.....

4 comentários

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