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NO DIA DO TRABALHO 02.05.2026 | 08h00

Nas ruas de Cuiabá, população debate fim da escala 6x1

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Helena Werneck - Especial para o GD

redacao@gazetadigital

LETYCIA BOND/AGÊNCIA BRASIL

LETYCIA BOND/AGÊNCIA BRASIL

O debate sobre o fim da escala 6x1 tem dividido opiniões e levado a discussão para além do Congresso Nacional. Neste 1° de maio, Dia do Trabalhador, o foi às ruas de Cuiabá para ouvir trabalhadores, aposentados, empreendedores e moradores sobre uma pergunta que resume o impasse: a mudança na jornada de trabalho vem para ajudar ou atrapalhar?

 

A proposta em discussão no país busca acabar com o modelo em que o trabalhador atua seis dias por semana e folga apenas um. Entre os entrevistados, há quem veja a medida como avanço na qualidade de vida, no convívio familiar e no descanso. Por outro lado, parte da população teme impacto nos custos das empresas, redução de postos de trabalho e dificuldades para pequenos empreendedores.

 

Escala 6x1

A escala 6x1 é o regime em que o trabalhador cumpre jornada por seis dias consecutivos e tem direito a um dia de descanso semanal. As propostas em tramitação no Congresso discutem o fim desse modelo e a redução da jornada semanal sem redução salarial. Um dos textos em debate prevê jornada de até 40 horas semanais, enquanto a PEC 8/2025 propõe a redução para quatro dias de trabalho por semana. O tema ainda depende de aprovação no Legislativo para entrar em vigor.

 

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Para o aposentado, Adalberto José de Souza, 85 anos, a mudança traria dificuldades para quem depende de serviços diários.

 

“A escala 6x1 vai atrapalhar, o próprio governo não aceitou, nós vamos aceitar porque? Por exemplo, eu tenho uma empregada doméstica, ela trabalha de segunda a sábado, a partir do momento que for implantado o 6x1, ela terá que trabalhar em torno de 5 dias, e aí como que você que faz, eu sou um velho de 85 anos, estou aqui agora, mas chegando em casa ela fez o meu almoço, e sem ela como é que eu fico? Por isso eu não aceito, eu não concordo.”.

 

Já o empreendedor Paulo Sespere, 49 anos, defende a mudança e afirma que a redução da jornada não deve ser tratada como ameaça à economia.

 

“Eu concordo com a escala 6x1, afinal 5 dias já é suficiente para trabalhar, não atrapalha em nada, tem vários meios para a gente chegar em um denominador comum e não vai atrapalhar ninguém, quando fizeram o décimo terceiro falaram que o Brasil ia quebrar, quando lançaram férias remuneradas falaram que o Brasil ia quebrar, e agora é só mais uma situação em que as pessoas começam a espalhar fake news para o povo. Mas eu estou totalmente de acordo, porque a família brasileira e qualquer cidadão do mundo merece pelo menos dois, até 3 dias de descanso por semana, para poder passar um tempo maior com a família.”.

 

A preocupação com o setor produtivo aparece na fala do ambulante, João Mendonça, 56 anos, que acredita que a medida pode pressionar comerciantes e trabalhadores informais.

 

“A escala 6x1 vem para atrapalhar os pequenos e grandes empreendedores, vai acabar faltando serviço, porque vai dispensar e vai tachar os ambulantes, vai ficar muito ruim para a gente, atrapalhar e muito, não é uma boa ideia.”.

 

Na avaliação da aposentada, Geicimar Chaves, 71 anos, a discussão também passa por uma mudança de mentalidade sobre trabalho, renda e qualidade de vida.

 

“Pode ser que ajude, eu com 71 anos já trabalhei demais, já não aguento trabalhar muito, e hoje eu repenso o por que que eu trabalhei tanto, se conseguir fazer uma reserva, trabalhando menos e vivendo mais é melhor, tem que aprender a lidar com o dinheiro, isso é muito importante.”.

 

Para Oslaine Rodrigues, 49 anos, a redução da jornada pode beneficiar especialmente quem acumula trabalho fora e dentro de casa.

 

“Se beneficiar a classe trabalhadora acho que pode ajudar bastante, tem muita gente trabalhando além do que deveria, vai ajudar muito, só um dia descansado é pouco, nós como donas de casa vai nos proporcionar mais tempo em casa com a família, e melhorar a nossa qualidade de vida.”.

 

Entre os contrários, Joaz de Souza, 43 anos, avalia que o fim da escala pode aumentar os custos das empresas e afetar diretamente os trabalhadores.

 

“A escala 6x1 vem para atrapalhar, porque quem vai pagar os funcionários, quem vai manter a empresa funcionando em um período que não está produzindo, vai aumentar o desemprego, porque para manter a empresa com os custos que ela tem? porque os custos não vão diminuir, a empresa vai precisar demitir funcionários para conseguir manter as despesas, então o primeiro a ser afetado será o funcionário.".

 

Já a lojista Thais de Castro, 28 anos, vê a proposta como uma forma de garantir mais descanso e melhorar a rotina de quem trabalha em jornadas exaustivas.

 

“A escala 6x1 ela vem para melhorar a vida do trabalhador, é muito bom poder ficar mais com a família, ter mais tempo de lazer, seria muito bom, aumentar a qualidade de vida, quem não gostaria? Quem seria contra isso? A gente tem que ter um tempo para descansar, tem serviço que trabalha de domingo a domingo, então fica puxado para quem tem família.”.

 

Enquanto o tema segue em tramitação, o debate permanece aberto nas ruas. Em Cuiabá, as opiniões mostram que a escala 6x1 deixou de ser apenas uma pauta trabalhista e passou a ocupar o centro de uma discussão maior: como equilibrar produtividade, renda, descanso e qualidade de vida no Brasil.

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Comentários

J A Silva - 02/05/2026

POIS É ISSO. A JORNADA 6 X 1 É SIMPLESMENTE O SEGUINTE. UM ÚNICO BOLSONARISTA TEM QUE TRABALHAR PARA SUSTENTAR 6 QUE TEM, QUE SE LOCUPLETAM COM BENDEDFICIOS DO GOVERNO FEDERAL. JÁ VI MUITOS, MAS MUITOS MESMO, QUE NÃO QUEREM TRABALHAR, MUITO MENOS SEREM REGISTRADOS, PARA FICAREM NA VA,,,,EM, PARA SE BENEFICIAR DE AUXILIOS DIVERSOS. PODE ATÉ SEREM BENEFICIOS LEGAIS, MAS DE UMA IMORALIDADE EXTREMA. TEM AQUELES QUE PRECISAM, MUITO POUCOS E POR UM PERÍODO CURTO. AGORA A MAIORIA.....

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