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17.12.2006 | 03h00

Dinheiro e glamour atrai garotos de programa

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Vida fácil. Atrás dela, jovens acabam se transformando em profissionais do sexo, mais conhecidos como garotos de programa ou ainda "michês". Em Cuiabá, segundo um agenciador, são cerca de 100 garotos de programa, contra mais de 400 mulheres. A procura pelos michês é pequena parte das mulheres. O agenciador afirma que a maioria que paga por horas de prazer com o sexo masculino são homens, geralmente casados e com filhos. Muitos, com destaque social, entre eles políticos, empresários e profissionais da mídia.

"Hoje, a homossexualidade é muito presente nestes meios. A maioria tem família que sequer desconfia. Mas, dentro de 4 paredes, eles se transformam", afirma o agenciador, que pediu para não ser identificado, uma vez que também trabalha em outro ramo e em conceituada empresa de Cuiabá. Ele atendeu a reportagem como um verdadeiro empresário, calça preta, camisa branca e gravata preta. Totalmente alinhado e descontraído.

O assunto para ele é comum. Entretanto, garante que se envolve sexualmente apenas com mulheres e que jamais fez e nem teve curiosidade de fazer programa. Afirma estar a pelo menos 3 anos agenciando garotos, garotas e travestis. Ressalta também que o mercado de garotos de programa ainda é pouco explorado e que poderia dar muito mais dinheiro.

"Alguns vivem disso. Mas hoje é muito difícil", ressalta, revelando que a maioria dos garotos de programa trabalha, principalmente em shoppings da capital. Alguns, segundo ele, entram para a profissão buscando até um meio de conseguir estudar e pensam em mudar de rumo, "crescer na vida".

Entretanto, poucos conseguem. O sonhado dinheiro acaba não se tornando realidade. As drogas e álcool acabam consumindo o que ganham. Além disso, fazem questão de andar com roupa da moda e gastar em noitadas. "É uma vida fácil e todos querem glamour e roupa boa. Alguns usam o dinheiro para estudar, mas a maioria se perde no meio do caminho".

O perfil dos garotos de programa vai de pessoas que fazem por que gostam, os que fazem por dinheiro e os que se acostumam e acabam ficando. De porteiros até universitários. A mesma diferenciação que ocorre com as garotas de programa, há também com os garotos. Existe os que são considerados de "elite" e os de "rua". Na avenida Barão de Melgaço, por exemplo, é o lugar onde fica boa parte dos chamados "michês". O programa com eles é muito mais barato. Segundo o agenciador, o "cliente" que "chora" consegue fazer o programa por apenas R$ 15. Já os garotos agenciados cobram de R$ 80 a R$ 100. E neste preço está incluído tudo. Desde o programa só com uma pessoa, até orgias. A Barão de Melgaço é conhecida pelo meio como "michodromo". "Estes garotos realmente querem é vida fácil", completa o agenciador.

Devido aos problemas que acabam enfrentando, poucos deles conseguem alguma coisa material. "Alguns vencem na vida, mas com outros serviços. Para os homens é muitos mais difícil ganhar dinheiro do que para as mulheres. O ego é muito inflado. Eles querem aparecer, ser tudo de bom".

Outro fator que influencia muito na profissão do garoto de programa é a aparência. Segundo o agenciador, é primordial ter perfil masculino. Ele afirma que os garotos com características homossexuais acabam não conseguindo programas. "O garoto, geralmente, tem perfil masculino, porque quem procura, no primeiro momento, é sempre passivo", revela.

Apesar do perfil masculino, poucos são considerados bonitos. E aí surge o primeiro empecilho, segundo o agenciador, para serem contratados por mulheres. "Não conheço nenhum que atenda só mulher. O que faz o giro é o homem", garante.

Na visão dele, a mulher pensa muitos antes de fazer. Como hoje em dia há pouco espaço para divulgação com fotos, as mulheres acabam não sendo estimuladas. "Quem ainda procura é coroa, depois dos 35 anos e que o marido não atende mais".

O agenciador ressalta que a maioria das mulheres que contrata é, geralmente, para festas de despedida de solteira e alunas do 2º e 3º ano, quando os pais viajam. "É, geralmente para fazer striptease. As vezes, acaba rolando tudo".

E os programas são realizados em diversos locais. Desde hotel, casas, motel a, principalmente, chácaras. E a droga entra, principalmente, quando o garoto é contratado para orgias. "Há muita droga neste momento, como cocaína e o craque também está entrando".

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