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Personalidades 01.01.2026 | 07h00

Em 2025, MT se despediu de ícones de diferentes áreas

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Montagem GD

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O ano de 2025 foi marcado por despedidas que deixaram lacunas profundas em diferentes áreas da sociedade mato-grossense. Jornalismo, Justiça, política, esporte e cultura perderam nomes que ajudaram a construir a história do Estado, seja pela palavra firme, pela atuação pública ou pelo legado humano deixado ao longo de décadas.

 

Orlando Antunes, referência no esporte e no rádio
No dia 23 de fevereiro, morreu aos 78 anos o radialista e jornalista Orlando Antunes, no Hospital Júlio Müller, em Cuiabá, após lutar contra um câncer. Com forte ligação com o futebol, ele chegou a Mato Grosso em 1977 como árbitro, onde também ministrou cursos de arbitragem e contribuiu para a formação de clubes e atletas.


Antunes foi campeão com equipes como Mixto, Operário, Alta Floresta e Luverdense. No rádio, marcou época na Rádio Gazeta e na Rádio Cultura, onde atuava como comentarista na Equipe de Ouro, ao lado do filho Oliveira Júnior. Sua voz acompanhou gerações de torcedores e ajudou a consolidar o futebol mato-grossense no cenário regional.


Edvaldo Ribeiro, a voz que marcou o jornalismo popular


Em 13 de abril, Mato Grosso se despediu do jornalista Edvaldo Ribeiro, aos 82 anos. Âncora do programa Cadeia Neles, da TV Vila Real, ele morreu em casa, em Cuiabá, após enfrentar um câncer no pulmão. O comunicador se afastou da televisão para se dedicar ao tratamento, encerrando uma trajetória de mais de 7 anos à frente do programa, que se consolidou como líder de audiência no horário do almoço.


Natural de Santo Anastácio (SP), Edvaldo construiu uma carreira sólida no jornalismo antes de se mudar para Cuiabá, em 1976. Atuou em rádio e televisão, passando pela Rádio A Voz do Oeste, TV Brasil Oeste, TV Gazeta e por emissoras como Cultura, Cidade FM e CBN Cuiabá. Com linguagem direta e forte apelo popular, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas da comunicação em Mato Grosso.


Oscar César Ribeiro Travassos, vida dedicada à Justiça


No dia 02 de setembro, morreu aos 97 anos o desembargador aposentado Oscar César Ribeiro Travassos, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O falecimento ocorreu no Rio de Janeiro, onde ele residia nos últimos anos. A notícia gerou manifestações de pesar de diversas instituições do Judiciário.


Nascido em 1927, no Rio de Janeiro, Travassos teve uma carreira marcada por cargos de destaque. Foi promotor de Justiça, desembargador, presidente do TJMT, do Tribunal Regional Eleitoral e da Associação Mato-Grossense de Magistrados. Também atuou na política, como deputado federal e secretário de Segurança Pública, período em que ganhou o apelido de “Xerifão” pelo discurso duro no combate à criminalidade. Recebeu inúmeras honrarias e é lembrado como uma das figuras mais influentes da história institucional do Estado.


Oscar Ribeiro, trajetória política e institucional


No dia 19 de dezembro, morreu aos 89 anos o ex-deputado estadual Oscar Ribeiro, natural de Santo Antônio do Leverger. Figura histórica da política de Mato Grosso, ele ocupou cargos estratégicos ao longo de décadas, desde secretário de Educação até conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do Estado.


Formado em Direito pela UFMT, Oscar Ribeiro foi eleito deputado estadual em três mandatos consecutivos e teve papel relevante na organização partidária, presidindo o PFL e o DEM no Estado. Reconhecido pelo perfil conciliador, enfrentava complicações decorrentes do Alzheimer, doença com a qual convivia há nove anos.

 

Kamil Hussein Fares; fundador da Academia de Medicina de Mato Grosso (AMMT)

No último dia do ano, o médico ginecologista e mastologista morreu em Cuiabá. 

 

Kamil Fares foi secretário de Saúde de Mato Grosso na gestão Silval Barbosa. Foi idealizador, diretor e fundador do Instituto Médico Legal de Cuiabá MT, em 1978, diretor clínico do Hospital da Associação e Proteção a Maternidade e Infância de Cuiabá (atual HGU), em 1978 e idealizador e fundador do Hospital Infantil e Maternidade Femina, em 1979, onde ocupou o cargo de diretor presidente até dezembro de 2003. Presidiu o Sindicato dos Hospitais de Mato Grosso (Sindesmat) por 3 mandatos.

 

Também foi presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Regional de Mato Grosso - Gestão 1999 a 2001, Membro do Conselho Fiscal da Unimed do Brasil, de 15/03/2005 a 15/03/2006, Membro do Conselho Técnico Operacional da Central Nacional Unimed, desde março de 2005.


Um ano de despedidas e memória
As mortes dessas personalidades simbolizam mais do que perdas individuais. Representam o encerramento de ciclos importantes da história de Mato Grosso. Cada um, à sua maneira, ajudou a moldar a identidade do Estado, deixando um legado que segue vivo na memória coletiva, nas instituições e nas pessoas que acompanharam suas trajetórias.

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