29.05.2013 | 16h58
João Vieira![]() Motoristas devem voltar ao trabalho ainda nesta quarta-feira |
Terminou a greve dos ônibus em Cuiabá e Várzea Grande e ainda nesta quarta-feira a previsão é 100% da frota deve voltar a circular. O acordo entre os motoristas grevistas representados pelo Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre da Capital e Região e membros do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivo Urbano do Estado (MTU) foi fechado durante audiência intermediada pela Justiça do Trabalho no início da tarde desta quarta-feira (29).
Pelo acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho, ficou definido que os motoristas que hoje ganham R$ 1,5 mil para acumular também a função de cobrador, figura extinta no transporte público, ficou definido que até o mês de agosto eles passam a receber R$ 1,9 mil. Por enquanto vão receber R$ 1.680 e os outros R$ 220 serão pagos em 2 parcelas, ou seja, no próximo mês os trabalhadores vão receber 1.790 e depois o valor final de R$ 1,9 mil. Por outro lado, os motoristas abriram mão de tentar um acordo na reivindicação do plano de saúde.
Na reunião, o empresário Ricardo Caixeta Ribeiro, dono da Pantanal Transportes e presidente do sindicato que representa as empresas de ônibus, garantiu que os 3 dias de paralisação não serão descontados nos salários dos grevistas. A assembleia entre os motoristas foi realizada ainda dentro do plenário do Tribunal Regional do Trabalho e o acordo foi firmado.
Foram 3 dias de greve, mas que alteraram drasticamente a vida dos cerca de 300 mil usuários do transporte coletivo na Capital e na vizinha Várzea Grande. No primeiro dia, houve confusão com ônibus apedrejado e diversas troca de acusações entre as 4 empresas que operam nas 2 cidades e descumprimento de uma decisão da Tribunal Regional do Trabalho. No segundo dia, o número de coletivos circulando chegou bem próximo ao valor determinado pela Justiça, mas não nos 50%. Contudo, os motoristas garantiram que a metade da frota de todas as empresas saíram das garagens.
O motorista Almir de Assis Campos, que acompanhou de perto toda a negociação comemora o acordo e relata que a categoria preferiu abrir mão da reivindicação do plano de saúde para suspender a greve. “Agora sumimos um degrau e por isso suspendemos a paralisação. Mas é bom esclarecer que foi uma greve legal, justa e organizada, pois não quebramos ônibus, não furmaos pneus e nem houve brigas como já ocorreram em outras épocas”, relata Almir.
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