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DEU EM A GAZETA 13.05.2026 | 06h45

Arma de servidor morto pela Polícia Militar estava na cintura

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Reprodução/LapadaLapada

Reprodução/LapadaLapada

Servidor público morto com três tiros pela Polícia Militar portava celular em uma das mãos, as chaves da porta em outra e o revólver estava na cintura, conforme denúncia feita à reportagem do Jornal A Gazeta. Familiares de Valdivino Almeida Fidélis, 58, contestam versão dos policiais, assegurando que ele foi atingido ao abrir a porta para liberar a saída da enteada que estava com ele na casa, na noite de segunda-feira (11), no bairro Goiabeiras, na Capital. Ele não teve qualquer chance de defesa. Depois de ser atingido e cair morto no chão, ainda foi algemado.

 

A ocorrência de morte por intervenção de agente do estado mobilizou militares de seis unidades distintas da PM da Capital.

 

De acordo com eles, a informação que receberam é que havia um homem armado, mantendo uma mulher em cárcere privado e que havia risco de ocorrer um feminicídio. Um vídeo onde Valdivino aparece dentro da casa, portando um revólver na mãe esquerda, passou a circular nas redes sociais e, a partir dele, uma pessoa teria feito a denúncia aos policiais.

 

No vídeo o servidor público diz que seria morto ainda naquela noite. De acordo com familiares, ele estava em profunda depressão, em decorrência da separação e do fim de um relacionamento de cerca de 20 anos. Como a ex-mulher o bloqueou e não atendia as ligações, ele pediu para a enteada fazer uma videochamada para conversar com a ex-mulher. Ele queria que a enteada filmasse o suicídio dele.

 

Na versão da PM, a ação teve como objetivo evitar um feminicídio, pois a equipe teria visto ele apontado a arma contra a cabeça da jovem, dentro de casa, enquanto ela conversava com uma pessoa ao celular. Na versão dos PMs, tão logo abriu a porta e ouviu a ordem para soltar a arma, Valdivino, com a arma nas mãos, mirou na direção dos policiais, quando foi atingido.

 

A enteada de Valdivino disse que apesar de ter ficado trancada com ele na casa, não se sentia ameaçada de morte, como informou o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda no local do homicídio.

 

Conforme o delegado, os próprios policiais admitiram aos peritos ter alterado a cena do crime, tirando o celular das mãos da vítima, bem como a arma de fogo na cintura da vítima e mudando a posição do corpo. Os depoimentos da testemunha e dos PMs iniciam nesta quarta-feira (13).

 

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