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Cuiabanos pelo mundo 09.06.2019 | 14h39

Engenheiro deixa Cuiabá e faz do Canadá seu novo lar

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Acervo Pessoal

Acervo Pessoal

A vida fora de Cuiabá chegou ao engenheiro de software Ricardo Gadotti Bedin, 27 anos, quando ainda era acadêmico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Foi pelo programa Ciências sem Fronteiras que ele teve seu primeiro contato com o país, onde agora ele trabalha e mora com sua esposa.

 

“Quando surgiu a vaga do intercâmbio, o Canadá já estava no edital. Então, o primeiro contato foi para estudar. Com a bolsa estudei por três termos – que aqui equivale há 4 meses – na University of Waterloo”, disse.

 

A universidade leva o nome da cidade em que ele mora hoje, Waterloo, em Ontário. 

 

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Foram 4 meses estudando inglês e mais 8 meses estudando Ciências da Computação. Quando o intercâmbio terminou, voltou para Cuiabá e teve uma surpresa. 

 

Foi recomendado por um amigo que fez no Canadá, para trabalhar à distância para uma empresa local. 

 

“A empresa gostou de mim e começou a me convidar para passar alguns meses na cidade, com visto de trabalho. Enquanto eu estudava, fui e voltei ao menos 3 vezes”, recorda.

 

Já em 2015, após uma das maiores greves da UFMT, pegou o diploma e logo recebeu uma proposta da empresa que já trabalhava.

 

“Fui convidado a imigrar, com residência permanente, tudo com o suporte da empresa. Aceitei e desde então, estou aqui”, disse. 

 

Rotina 

 E foi com paixão pela cidade que o jovem fixou seu novo lar. “Trabalho das 9h da manhã até às 17h. Também estou estudando sobre treinamento e alimentação, buscando uma certificação pela Federação Canadense de Indústria Fitness (CANFITPRO)”. 

 

A alguns anos, antes mesmo de mudar de país, Ricardo decidiu mudar seus hábitos alimentares e cuidados com o corpo. Em seu instagram pessoal, ele publica sua rotina de treino e alimentação.

Ricardo Bedin - Acervo Pessoal

Ricardo Bedin

 

 

“É um hobby, mas com o certificado posso ser especialista na área e atuar legalmente nela. É uma paixão que agora está virando business também”, lembrou. 

 

Enfim, casados! 

 

Durante uma das vindas ao Brasil, conheceu sua esposa, Beatriz Antunes. 

 

“Nos conhecemos e começamos a nos relacionar. Ela é de Colíder. Depois que recebi o convite para trabalhar fora, conversamos e ela concordou em vir morar comigo alguns meses para sentir o país e ver se adaptaria ao lugar”, lembra. 

 

Deu certo. O casamento foi na cidade dela, 6 meses após o período em que moraram juntos.  

 

“Depois do casamento, demos entrada nos documentos para o visto de residência permanente e assim, de fato, passamos morar aqui”. A rotina do casal varia muito conforme a estação do ano, ele lembra. 

 

“Quando é verão, a gente consegue aproveitar mais os parques, as ruas e outros pontos da cidade. Mas, durante o inverno, a gente sai para ir ao cinema e restaurantes, só isso. Passamos a maior parte do tempo em casa”. 

 

Vale ressaltar que o inverno no Canadá costuma ser longo e rigoroso. E é um dos pontos que ele menos gosta na cidade. “Faz frio ao menos até a metade do ano, durante esse tempo, você tem que se virar com muitos casos e aquecedor”.

 

Diferente de Cuiabá, que o sol estala no céu desde cedo, Ricardo lembra que lá, nos dias frios, o sol nasce tarde e se põe cedo, “o que tira um pouco do brilho dos dias”.

 

Por outro lado, a qualidade de vida, bem como a educação dos moradores de Waterloo é de se admirar.

Acervo Pessoal

Ricardo Bedin

 

 

“É muito tranquilo. É bom andar pelas ruas em qualquer horário e local, sem se preocupar com sua segurança. Também é prazeroso estar em um lugar onde as pessoas zelam e respeitam não só o maio ambiente, mas também a diversidade de pessoas”. 

 

Saudade de casa

 

Ela existe, segundo ele, mas especialmente da família e dos amigos próximos. Mas voltar? Ainda não. “A curto e médio prazo, não. Eu sempre digo que a vida dá muitas voltas e nos surpreende. Procuro não dizer ‘nunca’ para nada, então tudo é possível, mas não tenho planos de retornar tão cedo”.

 

Para aqueles que pensam em se aventurar por um novo país, Ricardo lembra que a dica é passar uma temporada no lugar, sentir e conhecer o país, para depois imigrar.

 

“Eu tenho conhecidos que vieram e não se adaptaram. Acabaram voltando. Já outros vieram e amaram, fizeram daqui um lar, como eu e minha esposa”.

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