ano eleitoral eleva 'fakes' 24.01.2026 | 18h00

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
O uso da Inteligência Artificial (IA) para a criação de vídeos, imagens e áudios falsos vem crescendo na internet. Segundo estimativa da empresa de segurança cibernética DeepStrike, os chamados deepfakes (tecnologia que usa IA para gerar conteúdos com aparência real) online subiram de aproximadamente 500 mil em 2023 para cerca de 8 milhões em 2025.
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A criação de deepfakes está cada vez mais acessível para qualquer usuário digital, permitindo que conteúdos enganosos sejam criados no alcance de um clique.
Com o período eleitoral se aproximando, o cidadão precisa se atentar para a veracidade dos conteúdos, a fim de evitar ser enganado por interesses políticos ou ideológicos. Para isso, o
conversou com Anderson Barbosa, especialista em defesa cibernética e perícia digital, para reunir dicas que ajudem usuário a diferenciar conteúdos falsos e verdadeiros.
1. Título 'bombástico'
Para Barbosa, o primeiro sinal de que o conteúdo em questão pode ser falso está no título ou na legenda da publicação. Frequentemente, segundo ele, a chamada busca causar um "impacto emocional" no usuário, provocando sentimentos como raiva, tristeza ou medo.
"O título [da matéria ou da publicação nas redes sociais] tende a causar um impacto emocional na pessoa. Isso geralmente faz com que ela compartilhe aquele vídeo ou que ela acredite imediatamente", explica.
Portanto, Barbosa recomenda cautela diante de conteúdos chamativos e/ou bombásticos.
2. Atenção às falhas
Os deepfakes passam por um processo de aperfeiçoamento, que dificulta identificar sua fabricação. O especialista indica pontos para prestar atenção em vídeos, imagens e áudios.
Vídeos
Segundo Barbosa, a IA ainda falha na reprodução da "fluidez" do movimento humano. "Se o vídeo tem muita alteração de lado, mexida de rosto, piscar de maneira robótica, geralmente a questão labial, o cabelo às vezes some no meio da imagem", cita.
Imagens estáticas
"[A IA] tende a deixar a pessoa um pouco mais plastificada. Geralmente, quando tem sobreposição de objetos, você tem essa impressão de deixar um item um pouco 'fora de lugar'. Uma coisa que também ajuda muito é comparar o ambiente da imagem com a pessoa em si, às vezes fica com uma diferença de luz", argumenta Barbosa.
Áudios
Os áudios falsos talvez sejam os mais difíceis de serem reconhecidos. De acordo com o profissional, um padrão perceptível é a ausência do "som de fundo" e a fala robotizada.
"Um áudio adulterado é muito difícil [de identificar alguma falha]. Às vezes, a pessoa está no meio do trânsito ou em algum lugar barulhento, mas a fala tá totalmente limpa e robotizada", indica o especialista.
3. Dupla checagem
Contudo, mesmo observando aspectos que possam indicar a falsidade do conteúdo, em muitos casos é impossível distinguir um deepfake de um conteúdo real.
Para isso, Barbosa afirma que o mais importante a se fazer é checar em lugares confiáveis. Em primeiro lugar, qual a origem daquela publicação? É um perfil oficial? É de um site de notícias consolidado? Se a resposta for não, é importante verificar, ao menos, em dois veículos diferentes.
"Faça a dupla checagem, que é você checar em duas fontes confiáveis, pelo menos, para verificar se realmente aquele áudio, aquela foto, aquele vídeo, foi noticiado por alguma empresa consolidada no mercado", explica Barbosa.
Antes de sair compartilhando para conhecidos, o especialista destaca a importância de validar aquela informação. Outra opção, segundo ele, é verificar aquela notícia em uma agência de checagem.
"Para imagens e alguns conteúdos, a pessoa pode ir no buscador de um Google e pegar a foto e colocar lá, que já tem mecanismo de checagem. E também tem muitos sites que fazem a checagem", conclui.
Na dúvida se o que recebeu é verdadeiro ou falso, o melhor é não passar adiante.
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