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deu em a gazeta 04.04.2026 | 07h00

Estado registra terceiro caso de trabalho escravo em 4 meses

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Reprodução/MPT

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Vinte e cinco trabalhadores são resgatados por serem submetidos a condições análogas à escravidão em Peixoto de Azevedo (691 km ao norte), após auditores fiscais do trabalho identificarem cerceamento de liberdade, servidão por dívida e condições degradantes de trabalho e de vida. A ação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE-MT) é a terceira deste ano, completando 42 pessoas resgatadas apenas nos três primeiros meses de 2026. Mato Grosso segue se destacando negativamente neste tipo de crime, como explica Amarildo Borges de Oliveira, chefe da Seção de Inspeção do Trabalho da SRTE-MT.

 

Uma denúncia levou os auditores fiscais do trabalho a uma fazenda de criação de gado, a cerca de 200 quilômetros de distância da cidade mais próxima, em uma região isolada com aproximadamente 100 quilômetros de estrada de chão em más condições.

 

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A fiscalização identificou diversas violações de direitos aos trabalhadores, como a jornada exaustiva de trabalho. A maioria dos resgatados não usufruía de descanso semanal remunerado e estavam em um sistema de endividamento permanente. Mesmo que houvesse alimentação básica, alguns itens essenciais, como produtos de higiene pessoal e papel higiênico eram vendidos em um almoxarifado interno e em uma mercearia na própria fazenda.

 

Os empregados assinavam vales e recibos em branco, sem discriminação de valores, o que impossibilitava o controle das dívidas. Em muitos casos, os pagamentos eram realizados por meio de descontos em folha, reforçando a dependência econômica. Além disso, os trabalhadores recebiam o salário em cheque, mas eram proibidos de ir até a cidade receber o dinheiro.

 

No local não há acesso a internet ou sinal de celular nos alojamentos, o ponto com conexão limitada ficava entre quatro e 17 quilômetros de distância, mas não havia meio de transporte até o local. Alguns trabalhadores disseram estar há mais de sete meses sem sair do local.

 

Os auditores fiscais do trabalho também identificaram que as condições de moradia eram degradantes, sem estrutura adequada para lavagem e secagem de roupas, falta de roupa de cama e exposição a riscos químicos. As vestimentas de trabalho utilizadas para aplicação de agrotóxico eram lavadas junto com as roupas pessoais dos trabalhadores, que ainda operavam máquinas sem capacitação.

 

O empregador foi notificado a pagar as verbas rescisórias, que ultrapassam R$ 500 mil.

 

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