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tempo indeterminado 19.05.2026 | 18h27

Diante de insegurança, UFMT mantém aulas presenciais suspensas

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Nicolly Costa - Especial para o GD

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Diante da insegurança vivenciada por alunos no campus após ameaça, a Universidade Federal de Mato Grosso decidiu manter a suspensão das aulas presenciais do curso de Engenharia Civil e dar continuidade às atividades em formato remoto para a turma do primeiro semestre do campus de Cuiabá. Na semana passada, o pai de um dos alunos envolvidos na elaboração da "lista de estupráveis" esteve no local e teria ameaçado estudantes. O homem é policial federal.


Em nota, o Colegiado da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) informou que o período de paralisação seguirá por tempo indeterminado. As aulas práticas que exigem atividades presenciais continuarão suspensas até a conclusão das investigações relacionadas ao caso.


“A medida visa preservar a segurança, o acolhimento e a estabilidade do ambiente acadêmico, assegurando o acompanhamento institucional necessário aos estudantes e à comunidade universitária”, informou a faculdade.

 

Antiga suspensão
Ao tomarem conhecimento da suposta ameaça, a instituição havia suspendido inicialmente as atividades presenciais na última quinta-feira (14). A paralisação, que terminaria no início desta semana (18), foi posteriormente prorrogada.


Um novo episódio também influenciou a decisão da universidade. Segundo a UFMT, um homem entrou no campus na quarta-feira (13) e, ao se aproximar de estudantes, teria feito ameaças à integridade física deles. De acordo com a universidade, o homem é pai de um dos estudantes suspeitos de envolvimento no caso.


Conforme relatos de alunos e imagens registradas por câmeras de segurança do curso, o suspeito teria afirmado, em tom ameaçador, que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”.

 

Medidas de segurança
A universidade informou ainda que suspendeu o estudante na quinta-feira (15), proibindo-o de frequentar áreas da UFMT e determinando que ele permaneça em regime domiciliar. A medida também impede qualquer contato com testemunhas durante o andamento das investigações.


Após o episódio, a instituição divulgou uma nova nota informando o reforço da segurança nos arredores do campus, com aumento da fiscalização e apoio de uma viatura da Polícia Federal. A universidade também orientou os estudantes a registrarem boletins de ocorrência em casos de ameaças ou intimidações.


“A universidade informa ainda que os fatos seguem sendo acompanhados pelas autoridades competentes, com registros realizados junto à Polícia Civil, incluindo a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher”, concluiu a nota.

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