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mudança na pandemia 09.03.2025 | 13h29

Esteticista se dedica a atender clientela brasileira na França

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Aline Costa - Especial para o GD

redacao@gazetadigital

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Aos 16 anos, Karina Santos mudou completamente sua vida quando decidiu sair de Paranatinga (373 km ao Sul de Cuiabá) para buscar uma nova perspectiva de vida na França, mais especificamente em Paris. Hoje, 6 anos depois, ela trabalha como esteticista e, mesmo com um oceano separando os dois países, o público que atende é formado, majoritariamente, por brasileiras que procuram procedimentos parecidos com os realizados no país de origem. Ao , a jovem contou como foi sua adaptação e a primeira vez que chegou à "cidade luz".

 

Quando era adolescente, Karina no interior de Mato Grosso, em uma cidade com cerca de 22 mil habitantes, e guardava em si o desejo de viajar e conhecer culturas diferentes. O sonho começou a se tornar possível após sua mãe se apaixonar, casar com um francês e se mudar para o país do marido. A ida da mãe, em 2017, possibilitou também a ida da filha, 2 anos depois. 

 

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Em 2019, Karina decidiu sair de Mato Grosso antes mesmo de concluir o ensino médio brasileiro e sem dominar a língua do novo país. Na França, ela terminou seus estudos e teve facilidade ao aprender o idioma, já que estava inserida imersa na cultura local.

 

Hoje, prestes a completar 6 anos no país, Karina já está totalmente habituada e trabalha como esteticista. Os "padrões" de beleza franceses são diferentes dos percebidos no Brasil. No país europeu, as mulheres optam sempre por procedimentos mais leves e não visitam os salões com tanta frequência. A jovem explicou que a maioria de suas clientes também é do Brasil e procura atendimento com procedimentos parecidos com os que receberiam aqui.

 

“90% das minhas clientes são brasileiras, as francesas não são tão ‘obcecadas’ nesse negócio de estética. Elas não se importam tanto em fazer as unhas, limpeza de pele, botox ou qualquer outro tipo de coisa. Quando fazem cílios ou unhas elas sempre optam por algo mais natural”, explicou a profissional.

 

Ela utiliza suas redes sociais para divulgar o trabalho e promover dicas de beleza mostradas em francês e português para abranger um público maior.

 

Apesar de estar vivendo um sonho, nem tudo foi fácil. Karina mudou de país meses antes da pandemia de covid-19 estourar no mundo. Ela relatou que a capital francesa foi extremamente rigorosa com os cuidados durante o período. Assim, ficou presa em casa e só era permitida a saída de uma pessoa por vez para ir ao supermercado. No controle, era necessário detalhar hora e o motivo da saída em atestado.

 

Em caso de abordagem policial, o cidadão precisava mostrar o documento com as informações sobre a saída para ser liberado.

 

“Além disso, ocorriam várias outras coisas do tipo. Por exemplo, tinha toque de recolher às 18h e após esse horário você só via polícia na rua verificando se tinha algum morador fora de casa”, relembrou.

 

No país, coisas que causaram estranhamento na jovem, foram, principalmente, o poder de compra de alimentos dentro dos supermercados. Ela relatou que, em seus primeiros dias, ganhou 3 euros em moedas para ir ao mercado e ficou admirada com o valor dos itens.

 

Sua adaptação foi facilitada pelos pais e primos que moravam no país. Encontrar um lugar acolhedor e ter pessoas próximas que já tinham passado pela experiência de imigração antes foram essenciais para a permanência da jovem no exterior.

 

Hoje, ela ainda tem saudades e desejo de retornar ao Brasil, porém, isso só acontecerá caso ela tenha uma atividade financeira que promova uma qualidade de vida semelhante à que tem hoje em Paris.

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