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em busca de comida 18.09.2022 | 17h45

Família venezuelana relata dia a dia nas ruas de Cuiabá e dificuldades para sobreviver

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Jolismar Bruno - Especial para o GD

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Residente no Brasil há 4 anos, Dervis Perdomo veio para o país com toda sua família de carona, em 2018. Ele desembarcou em Roraima e depois foi encaminhada para Cuiabá, por meio de um abrigo que acolhia refugiados. Dervis é mãe de 2 filhos, Maria Heredia e Deivis, e avó de 2 netos, Yoskarly e Leiber.

 

‘Falei para eles [a família]: temos que sair daqui [da Venezuela]. Íamos para Colômbia, mas é muito complicado chegar lá’.

 

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Quando chegou a Cuiabá, Dervis conseguiu emprego por meio da Pastoral do Migrante, mas foi demitida logo no início da pandemia de covid-19. Nesse período, se viu obrigada a ir para as ruas e pedir ajuda para ter alimento em casa. "Um dia não tinha comida em casa então falei para eles: 'vamos para rua'".

 

Sua filha, Maria Heredia, não trabalha porque precisa cuidar da filha que ainda não completou um ano de idade.

Dervis e Maria vão para o viaduto da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) pedir ajuda aos motoristas que passam pela rotatória. Contudo, nem todos se solidarizam com a situação.

 

Durante conversa com as venezuelanas que teve aproximadamente uma hora de duração, em uma manhã de um sábado, elas tinham conseguido apenas uma sacola com alguns pães e um pacote de bolachas. Para conseguir dinheiro, elas vendiam doces e jujubas.

 

Atualmente, Dervis Perdomo trabalha de carteira assinada como auxiliar de lavanderia. É seu terceiro emprego desde que chegou em Cuiabá. Porém, a trabalhadora destaca que, por ser refugiada, as chances de se conseguir um posto de trabalho diminuem bastante.

 

‘É difícil aqui no Brasil, não tem trabalho. Um salário em casa não abastece tudo. A comida está um pouco cara’.

Além dos gastos com a família em Cuiabá, Perdomo conta que manda dinheiro para uma irmã que está na Venezuela, mas não é sempre, devido à baixa quantia que recebe.

 

Na Venezuela, Dervis ainda tem um sobrinho. Ele mora no país e tem uma condição um pouco melhor, já que ele é formado em Administração de Empresas e trabalha na área. ‘Só vive bem na Venezuela quem é rico’, destaca.

 

Devis Perdomo contou que ninguém deseja estar na situação de pedir ajuda nas ruas. Mas a falta de trabalho, atrelada aos altos preços de alimentos faz com que essa seja a única solução para não passar fome e conseguir sobreviver. Segundo ela, dois salários mínimos seria o suficiente para tirar a família do “aperto” financeiro e daria fôlego para viver com “um pouco melhor” e com mais tranquilidade.

 

A Pastoral do Migrante em Cuiabá recebe pessoas vindas de outros países até que o refugiado consiga se manter financeiramente sozinho. A instituição se mantém de doações e tem capacidade para acolher cerca de 100 pessoas. Atualmente, a maioria dos refugiados atendidos pela Pastoral são venezuelanos.

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