20.07.2005 | 03h00
Depois de 40 dias de investigações a polícia de Cáceres conclui o inquérito que apurou a maior fraude do concurso vestibular da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Resultado: 5 pessoas presas por crime de estelionato e formação de quadrilha e uma, com prisão preventiva decretada, foragida. A fraude foi descoberta no dia 6 de junho, durante a realização das provas na sede da universidade, em Cáceres. Quatro pessoas, que prestavam o vestibular para o curso de Direito foram flagradas com cópias de gabaritos.
A prisão dos envolvidos começou 15 dias após a detenção dos vestibulandos que haviam comprado o resultado das provas, por R$ 400,00. O esquema era montado na sede da própria Comissão de Vestibular (Covest), e por funcionários do departamento, entre eles, pessoas ligadas diretamente à coordenadora Geysha Atala Gomes Curvo. Samuel Atala Curvo e Joacir José de Almeida, funcionários do departamento são apontados como os mentores da quadrilha. Sobrinho de Geysha, se valendo da confiança da tia, Samuel confessou que entrou na sede da Covest e retirou os cadernos da provas. Alega que teria sido "recrutado" para o crime, pelo colega Joacir José de Almeida. Revelou que agiu dessa forma por estar muito endividado. Disse que esperava receber R$ 20 mil pelo roubo.
Adriano Lúcio da Conceição Proença e Ronaldo Silva, funcionários da empresa de informática "Max-Net" responsável pela instalação e manutenção dos computadores da Covest, tiveram participação decisiva no esquema. Eles teriam simulado uma pane no sistema de segurança da Covest, para facilitar a entrada de Samuel no prédio com as câmeras filmadoras desligadas. Apesar de negarem participação, a polícia concluiu que eles também venderam gabaritos.
O professor Jonas de Souza Silva e o professor Rolando Pinto de Arruda, proprietário do curso "Pitágoras", escola preparatória para concursos públicos, também tiveram a prisão preventiva decretada. Porém, somente Jonas Souza foi preso. Rolando continua foragido. Ameaçado pelos comparsas, Samuel Atala foi transferido, na semana passada para Cuiabá.
O delegado Carlos Américo Marchi, um dos encarregados pelas investigações, disse que com a identificação e materialização da autoria foi concluída a primeira fase do inquérito. Destacou que, ao contrário de que alguns advogados afirmam, não foi somente o depoimento de Samuel Atala que resultou na prisão da quadrilha, mas também o laudo pericial e as provas técnicas conseguidas durante as investigações.
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