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25.11.2016 | 18h08

Índios Kayabi libertam reféns depois de 24 horas

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Libertados engenheira e dois funcionários que atuam na construção de usina hidrelétrica no rio Teles Pires, na divisa entre os estados do Mato Grosso e Pará. Os três foram mantidos reféns por cerca de 300 indígenas da etnia Kayabi, na aldeia Kururuzinho. Foram liberados por volta das 13h desta sexta-feira (25), quase 24horas depois, e já estão na cidade de Alta Floresta (803 km ao norte), onde está a sede da empresa.

Chico Ferreira/Arquivo

Kayabis cobram finalização de obras do PBAI.

Segundo Clóvis Nunes, da Coordenadoria Técnica Local (CTLs) da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Alta Floresta, a liberação do grupo ocorreu depois de negociação das lideranças indígenas locais e Ministério Público Federal (MPF), com garantia da vinda do presidente da Funai e pelo menos três ministros até a região, para ouvirem as reivindicações da comunidade. Todos os reféns estavam bem, não sofreram agressões e o trauma ficou por conta da pressão psicológica exercida pelos líderes da aldeia.

Entre elas está o cumprimento do cronograma das obras inseridas no Programa Básico Auxiliar Indígena (PBAI), que previa a construção de um posto de saúde na aldeia, bem como a casa da farinha. As obras ainda não foram finalizadas e também são cobradas pelas lideranças da região.

O vazamento de óleo no rio que matou peixes e afetou o abastecimento de água potável em várias das mais de 15 aldeias no entorno do Teles Pires também é pauta de reivindicação da comunidade Kayabi.

São cerca de 190 quilômetros de estrada mais cerca de 4 horas de viagem de barco para chegar a aldeia, partindo de Alta Floresta, explica Nunes, salientando que a comunidade fica praticamente em solo paraense. Tanto que representantes da Justiça do Pará é que foram acionados e acompanharam as negociações nesta sexta-feira.
 

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