INTERCÂMBIO CULTURAL 26.07.2026 | 10h17

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Um grupo formado por 30 jovens de Cuneo, no norte da Itália, vem percorrendo o Brasil em uma expedição voltada à troca cultural, à espiritualidade e ao contato com comunidades onde missionários italianos desenvolveram trabalhos ao longo dos anos. Em Mato Grosso, os visitantes passaram por Ribeirão Cascalheira, Várzea Grande, Nobres e seguem viagem para o Pantanal.
A expedição é coordenada pelo padre Carlo Pellegrino, que já atuou como missionário e pároco na Paróquia São Sebastião, em Várzea Grande, além de Ribeirão Cascalheira e Alto Boa Vista, na região do Araguaia.
“São 30 jovens italianos de Cuneo, do norte da Itália. O objetivo é fazer uma experiência, nossos participantes fazem parte de grupos de jovens de paróquias e também do movimento escoteiro. Foram abertas as inscrições e os primeiros 30 que se inscreveram foram aceitos”, explicou o padre.
O roteiro teve início em Brasília, onde o grupo permaneceu nos dias 15 e 16 de julho. Entre os dias 17 e 19, os jovens estiveram em Ribeirão Cascalheira e participaram da Romaria dos Mártires da Caminhada, tradicional manifestação religiosa realizada na região do Araguaia.
“No dia 20, chegamos a Várzea Grande. Conhecemos a associação Acamis, no Cabo Michel, depois o trabalho de Ozires e o Centro Popular Dorcelina Folador”, relatou o padre Carlo.
Na cidade, os italianos também visitaram a Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso, a AMFMAT, localizada no Jardim Glória I. No espaço, conheceram de perto manifestações que integram a identidade cultural mato-grossense.
Os jovens dançaram siriri com as crianças, ouviram cururu e tiveram contato com instrumentos tradicionais, como a viola de cocho, o ganzá e o mocho. Também acompanharam o processo artesanal de fabricação da viola de cocho e experimentaram sabores regionais, como o guaraná ralado e o bolo de arroz.
Ozires Paulo, que acompanhou a visita, destacou a interação do grupo com a cultura local. “Eles conheceram e puderam experimentar e vivenciar nossos sabores e a nossa cultura. Dançaram siriri com as crianças, conheceram e tocaram os instrumentos, acompanharam o modo de fazer a viola de cocho com os artesãos e ouviram o cururu”, afirmou.
Segundo ele, a experiência deixou uma marca afetiva nos visitantes. “Vivenciaram e levaram consigo, na memória e no coração, um pouquinho de Mato Grosso”, completou.
Depois de Várzea Grande, o grupo seguiu para Nobres, onde conheceu as belezas naturais da região. A programação também prevê que os jovens sejam acolhidos por famílias brasileiras, ampliando o contato com o cotidiano e os costumes locais. Em seguida, a expedição seguirá para Foz do Iguaçu. O retorno à Itália está previsto para o dia 30 de julho.
A viagem foi organizada com a participação financeira dos próprios jovens e da comunidade religiosa. “Cada um deles pagou 200 euros por mês, de janeiro a setembro. Além disso, a paróquia investiu 15 mil euros”, explicou o sacerdote.
Mais do que conhecer pontos turísticos, a expedição busca aproximar os jovens dos lugares onde padres italianos deixaram contribuições religiosas e sociais. Em Mato Grosso, o percurso reuniu fé, memória, cultura popular e contato direto com as comunidades.
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