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Lagoa Trevisan é palco de mais uma morte no curso dos Bombeiros

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Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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O ano de 2024 foi marcado pela trágica morte do aluno Lucas Veloso Peres, 27, que estava em treinamento para se tornar soldado do Corpo de Bombeiros. Ele faleceu em fevereiro, durante uma atividade na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. 

 

Veloso veio da cidade de Caiapônia, em Goiás, para atuar em Mato Grosso. Ele era formado em Engenharia Mecânica e gostava muito de praticar exercícios físicos. Era atuante no ciclismo e praticava caminhadas com mais de 20 quilômetros, além de realizar rapel em cachoeiras com mais de 50 metros de altura.

 

Sua morte expôs mais uma vez a instituição, que já tem histórico de morte de alunos durante treinamento. Conforme o , já havia divulgado, o soldado participava de uma instrução de salvamento aquático, quando começou a passar mal. Ele relatou falta de ar e, em seguida, afundou na água. 

 

O exame de necropsia realizado pela Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), comprovou que ele morreu em decorrência de asfixia por afogamento.

 

O inquérito policial, concluído em maio de 2024, comprovou que houve indícios de crime na morte de jovem e indiciou os militares Daniel Alves Moura Silva por homicídio doloso e Kayk Gomes dos Santos por maus-tratos.

 

Na denúncia do Ministério Público, Daniel Alves foi o responsável por comandar a atividade prática de instrução de salvamento aquático, tendo como monitor o soldado Kayk Gomes dos Santos.

 

O capitão deu início as atividades determinando que os alunos se organizassem em grupos de 4 militares para realizar uma corrida de cerca de um quilômetro e, na sequência, atravessar o lago a nado. Cada dois alunos, um deveria portar o flutuador do tipo Life Belt.

 

Nessa divisão, Lucas ficou com a missão de levar o equipamento. Após percorrer aproximadamente 100 metros da travessia a nado, ele começou a passar mal e ter dificuldades na flutuação e parou para se recompor, utilizando o Life Belt.   Desconsiderando o estado de exaustão do soldado, o capitão determinou que ele soltasse o flutuador e continuasse o nado. A vítima tentou seguir as atividades, voltando a buscar o flutuador.  

 

O capitão insistiu para que o soldado soltasse o equipamento de segurança, proferindo ameaças. O aluno sofreu diversos caldos e sofreu uma parada cardiorrespiratória, morrendo no local.

 

A última audiência foi realizada em 11 de novembro, um aluno soldado prestou depoimento e confirmou que era comum existir pressão em cima de alunos que tinham dificuldade e confirmou que, em determinado momento durante os treinamentos, o capitão Daniel afirmou que “não tinha medo de perder a farda”.

 

Ainda não houve julgamento e os réus devem ser ouvidos novamente em fevereiro de 2025.

 

Decreto

A morte do jovem foi motivo para a criação de um decreto, assinado no dia 15 de março pelo governador Mauro Mendes, a norma obriga a gravação de todos os treinamentos das forças de Segurança no Estado.  

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Comentários

Wanderson - 24/12/2024

Tá na hora de alguém vê que aí é impróprio para treinamento .quantos vão precisar morre .pra isso acontece.

JOSÉ RICARDO - 23/12/2024

Se os bombeiros não conseguem nem salvar um colega de profissão, o que dirá de um cidadão normal. Aquela Leda tinha que ser punida severamente, mas a justiça nesse estado é uma piada de mau gosto.

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