FEBRE DA COPA 17.05.2026 | 08h00

maria.klara@gazetadigital.com.br
Mel Rodrigues
“Figurinha repetida não completa álbum”. A frase clássica, conhecida por praticamente todo brasileiro que já colecionou cromos, voltou a ecoar pelas praças e pontos de troca em Cuiabá. A menos de um mês para a Copa do Mundo FIFA, a febre do álbum já tomou conta da capital e reúne diariamente colecionadores de todas as idades em busca das figurinhas que faltam.
Na Praça Popular, pilhas de repetidas, álbuns quase completos e negociações animadas transformaram o local em um verdadeiro ponto de encontro para apaixonados por futebol e colecionismo. As trocas ocorrem todos os dias, das 10h às 21h30.
Entre uma troca e outra, o clima é de animação, nostalgia e até estratégia para encontrar as tão sonhadas figurinhas raras.
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Proprietário da Banca Popular, Alexandre Malaquias explica que os encontros acontecem desde 2014, quando Cuiabá recebeu jogos da Copa do Mundo na Arena Pantanal.
“Somos ponto de troca desde a Copa de 2014. Desde então, fazemos os encontros em todas as edições. Hoje vem criança, adolescente, adulto, pais, avós… virou uma tradição de família”, contou ao
.
Segundo Alexandre, além de movimentar o comércio, os encontros ajudam a aproximar pessoas e tirar crianças e adolescentes das telas.
“É uma troca saudável. O pessoal sai do celular, conversa, faz amizade. A ideia sempre foi facilitar as trocas e ajudar as pessoas a completarem o álbum”, afirmou.
E quem participa garante que o álbum vai muito além do futebol.
O colecionador Pedro Henrique Neves, 24, começou o hobby em 2010 e lembra com carinho das trocas feitas ao lado da mãe durante a Copa de 2014.
“Foi aí que virou paixão mesmo. Eu vinha trocar figurinha aqui com a minha mãe e isso acabou virando uma memória muito boa”, disse.
Hoje, Pedro já tenta passar a tradição adiante para os sobrinhos e sonha em mostrar os álbuns para os filhos no futuro. “Eu guardo todos. Penso em um dia mostrar para os meus filhos e continuar isso nas próximas Copas”, relatou.
O apego é tanto que ele garante não conseguir vender nenhuma das relíquias guardadas ao longo dos anos.
“Já me ofereceram dinheiro em algumas figurinhas antigas, mas eu não consigo vender. Sou muito apegado ao que eu coleciono”, afirmou.
Entre figurinhas repetidas, negociações improvisadas e comemorações a cada página completada, a tradição dos álbuns segue unindo gerações e mostrando que, em ano de Copa, sempre existe alguém procurando a figurinha que falta.
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