'jogados para fora' 01.02.2024 | 14h05

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
Gislaine da Silva Oliveira Penafort, 33, foi agredida e teve os direitos violados em um ônibus do transporte coletivo de Cuiabá. Ela é mãe de 3 crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e denúncia ter sido estapeada dentro do ônibus da linha 720, que percorre o bairro Jardim Industriário até o centro. Ela foi expulsa do veículo e registrou o boletim de ocorrência após o episódio ocorrido na noite do dia 30 de janeiro.
Leia também - Chuva alaga gramado do Dutrinha e coloca em xeque manutenção realizada há poucos dias
Ao
, Gislaine disse que, ao entrar no ônibus, encontrou todos os bancos preferenciais ocupados. Diante da lotação e com 3 crianças, solicitou os assentos aos passageiros que utilizavam o lugar. Segundo ela, os ocupantes atenderam ao pedido, exceto uma mulher, que se recusou a sair. Indignada, ela filmou a ação, momento que levou um tapa da passageira, que cortou seu rosto.
Após a agressão, as crianças se desesperaram, momento que Gislaine solicitou ajuda ao motorista, mas este não reagiu. Então ela acionou a Polícia Militar, contudo o condutor não ficou no local até a chegada da viatura.
“O motorista deixou a gente na rua. Literalmente, pegaram um dos meus filhos no colo, outro puxado pelo braço e o outro mandaram sair, enquanto me colocavam para fora”, lembrou a mãe indignada.
As 3 crianças possuem a carteira de identificação emitida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC) que comprova o diagnóstico. O autismo é considerado uma deficiência, conforme Lei Federal nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012.
Além disso, atendimento prioritário às pessoas do espectro autista são assegurados pela Lei Municipal nº 6.509/2020 e pela Lei Estadual nº 10.873/2019.
Conforme contou ao
, muitas mães de crianças autistas se solidarizaram após o caso e relataram que já passaram pela mesma situação de violação.
“Eu recebi muitas mães que disseram que já passaram por isso. O direito dos nossos filhos não estão sendo garantidos. A gente tem uma luta, mas que por baixo dos panos todo mundo passa a mão”, acusou Gislaine.
Diante dos fatos, o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), que têm uma equipe especializada no assunto apura as denúncias.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), mas até o final desta matéria não obteve retorno. A empresa Caribus Transportes encaminhou nota informado que apura a situação.
A Caribus Transportes informa que está levantando informações dos fatos apresentados e envolvidos na situação, sempre com o propósito de colaborar com a efetiva elucidação dos fatos. Tão logo tenhamos as informações, prontamente contribuiremos e colaboraremos com as autoridades policiais competentes.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
J. Augustho - 01/02/2024
Isso aconteceu com minha filha no ano passado com a empresa integração transporte, na linha 540 minha filha menor (13 anos),estava saindo da escola na avenida Fernando correa quando esbarrou em uma mulher que revidou agredindo minha filha que no momento saiu do ônibus com medo de ser novamente agredida pela mulher, o motorista nada fez somente deixou a mulher sair do ônibus ao invés de levar até a delegacia pra relatar o ocorrido. Fui até a sede da empresa que fez pouco caso, penso que tudo que ocorre interior do coletivo é de responsabilidade da empresa, pois pagamos caro no transporte para não ter segurança.
1 comentários