realidade ignorada 17.05.2025 | 10h10

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Um dado alarmante chama a atenção para uma realidade muitas vezes ignorada: os jovens são as principais vítimas fatais do câncer de testículo no Brasil. De acordo com último levantamento do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde, entre 2014 e 2023, o país registrou 4.057 mortes causadas pela doença. Desses óbitos, mais da metade — cerca de 60% — ocorreram entre homens com idades entre 20 e 39 anos.
A divisão mostra que, nesse período, 1.327 mortes aconteceram na faixa etária de 20 a 29 anos e outras 1.117 entre 30 e 39 anos. Embora também tenha atingido outros grupos, o dado reforça que o público mais afetado por esse tipo de câncer é formado por adultos jovens. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revela que, de 2015 a 2024, foram realizadas 47,9 mil cirurgias em decorrência da doença, evidenciando um alto número de diagnósticos.
Especialistas da medicina afirmam que as taxas de cura do câncer de testículo chegam a 90% quando identificado ainda no início. A SBU aponta que entre os principais sinais de alerta estão o aparecimento de caroços ou inchaços em um dos testículos, alterações na textura da região, desconforto na parte inferior do abdômen ou nas costas, além de sintomas menos específicos, como fraqueza, tosse ou falta de ar.
O médico oncologista e hematologista André Crepaldi, que atua em Cuiabá na clínica OncoLog, destaca que qualquer sinal diferente deve motivar o homem a buscar auxílio profissional. “É uma doença altamente curável, desde que seja feito um tratamento adequado. Por isso, a detecção precoce é fundamental. O problema é que muitos homens têm vergonha de procurar um médico e negligenciam sintomas”, explica.
O tratamento do câncer de testículo varia de acordo com o estágio da doença, podendo incluir cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. A cirurgia mais comum é a orquiectomia parcial – quando se remove parte do testículo – ou orquiectomia total – quando o órgão é retirado por completo. “A medicina evoluiu muito. Com o acompanhamento médico correto, os homens conseguem manter a qualidade de vida mesmo após o tratamento”, reforça o especialista.
André Crepaldi reforça que, para que a luta contra o câncer de testículo tenha cada vez mais sucesso, é essencial quebrar tabus e incentivar os homens, especialmente os jovens, a cuidarem de sua saúde sem receio. “Os diagnósticos e tratamentos estão cada vez mais acessíveis, mas a falta de informação e até o preconceito ainda atrapalham muito. É preciso naturalizar o cuidado com a saúde masculina”, finaliza.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Ingrid - 17/05/2025
Meu filho teve câncer de testiculo em 2015. O sintoma foi dor . Mas uma ultrassom identificou o nódulo . Fez a cirurgia de retirada de um dos testiculos e na biópsia foi identificado câncer maligno. Dr Tafuri (urologista) fez a cirurgia e o tratamento com quimioterapia foi com Dr André Crepaldi. Dois excelentes profissionais. Hoje 10 anos após, é pai de uma criança .
1 comentários