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erro médico 21.10.2023 | 16h10

Menina que perdeu parte do braço após injeção espera tratamento

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Patrícia Estefany - Especial para o GD

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Maria Zani Cleicy, 43, mãe de uma menina de 5 anos que teve parte do braço necrosado em unidade de Saúde de Sorriso (420 km ao norte) espera vaga para tratamento da pequena. O ferimento foi causado após ela receber medicamento do qual era alérgica durante atendimento. Após repercussão do caso, o vereador Mauricio Gomes vereador (PSB) cobrou explicações do Executivo, mas a prefeitura não se pronunciou até o momento.

 

A mãe da criança contou ao que no dia 6 de outubro levou a menina para a unidade conhecida como Upinha para tratar de uma infecção de garganta. Levou consigo as caixas dos remédios que já estava oferecendo à menina para que o médico soubesse do quadro atual. Contudo, o profissional teria insistido em aplicar medicação injetável.

 

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“O médico me falou que iria aplicar benzetacil na minha filha, mas eu insisti para não fazer, porque ela nunca tinha tomado esse remédio e é uma criança especial. Ele ainda falou que a medicação que ela estava tomando não iria surtir efeito nenhum”, disse a mãe. A menina tem síndrome de down.

 

Maria Zani ainda disse que a filha tem veias muito finas e de difícil acesso para medicações. Segundo recomendação, benzetacil deve ser injetado em áreas de grande grupamento muscular, como glúteos e coxa. Apesar de o fato ter ocorrido no começo do mês, somente essa semana ganhou repercussão e gerou revolta entre populares.

 

O vereador Maurício informou que busca providências junto ao Município e fez publicação em sua rede social.

 

“Criança não poderia tomar tipo de medicamento mesmo assim segundo familiares não foi respeitado à criança saiu da Upinha, para UPA central, de lá para a UTI de Sinop. Fica aqui minha indignação e irei cobrar providências da Secretaria de Saúde”, escreveu o parlamentar.

 

Seguidores do vereador deixaram comentários reclamando da saúde municipal e relatando situações desagradáveis vividas nas unidades.

 

“A UPA está mais pra um matadouro do que um hospital. Vários conhecidos foram ao local passando mal e só deram uma medicação e mandaram para casa. No outro dia, estavam no 13 de maio (hospital) fazendo uma cirurgia de urgência”, narrou internauta.

 

Por conta do erro, a menina perdeu parte do braço e ainda não há previsão de início de tratamento da lesão. Ela segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do hospital regional de Sinop.  

 

Outro lado

 

A Secretaria de Saúde Sorriso foi procurada e questionada sobre as medidas adotadas quanto a denúncia, mas as ligações e mensagens não foram respondidas.                 

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