ATENDEU VERIFICAÇÃO TÉCNICA? 27.05.2026 | 13h40

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
A Prefeitura de Cuiabá vai abrir uma sindicância administrativa para apurar possível irregularidade e responsabilidade na autorização para retirada de 5 figueiras de grande porte localizadas na rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes. As árvores ficavam na calçada da obra do restaurante Prato Popular, do Governo do Estado.
Em nota encaminhada ao
, o município afirma que o procedimento será presidido pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), onde está lotado o servidor que deu parecer favorável ao pedido da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), responsável pela obra.
“As árvores apresentavam risco potencial de queda, presença de cupins, apodrecimento do caule, estado avançado de deterioração e raízes agressivas, que cresceram além do espaço adequado e causavam danos à infraestrutura”, explicou a Setasc sobre o que motivou o pedido.
O município quer saber, por meio da sindicância, se a conduta do servidor atendeu verificação técnica e administrativa na elaboração do parecer. “A Prefeitura reforça que todas as responsabilidades serão devidamente investigadas”, diz a nota.
Para minimizar o impacto, a prefeitura determinou o replantio imediato de 5 exemplares de figueiras na mesma região como “medida compensatória ambiental e de recomposição paisagística”.
Novo decreto
A prefeitura oficializou, nesta terça-feira (26), o Decreto Municipal nº 12.079/2026, que estabelece novas regras para os procedimentos administrativos de poda e manejo arbóreo na capital. A medida redefine as atribuições dos órgãos municipais envolvidos na autorização, fiscalização e execução dos serviços.
Conforme o novo decreto, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Planejamento Urbano será responsável pela elaboração das normas e diretrizes técnicas, além da análise dos pedidos e emissão das autorizações ambientais.
Já a Secretaria Municipal de Ordem Pública ficará encarregada do recebimento e triagem das solicitações, bem como da fiscalização dos serviços executados e aplicação de medidas administrativas em casos de irregularidades.
A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) atuará exclusivamente na execução dos serviços previamente autorizados, seguindo integralmente as exigências técnicas definidas pelos órgãos competentes.
A normativa também reforça a proibição de podas drásticas, mutilações ou intervenções que comprometam a saúde das árvores. Medidas mais severas somente poderão ser adotadas em situações excepcionais, desde que haja justificativa técnica relacionada a risco iminente, comprometimento irreversível da espécie ou necessidade de utilidade pública.
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Zeca Tenuta - 28/05/2026
Com certeza, rolou um "porfo" para que dessem essa autorização. Afinal, vivemos num dos países mais corruptos do mundo. O que vai acontecer com quem autorizou o crime? NADA!
Odemilce Goncalves - 28/05/2026
Cuiabá tá virando terra sem Lei, qualquer um pode fazer o que quer, e se fosse um proprietário que cortasse uma árvore na frente da sua casa, vai procurar se ele tinha autorização pelo órgão competente para fazer a ação, iria ter as multas e tudo, e essa pessoa que autorizou vai pagar pelo prejuízo da sociedade, não é só plantar outras no lugar, essa pessoa pediu autorização pelo órgão que expede a licença para arrancar as árvores? Depois o cuiabano não aguenta o calor por falta de árvores
Douglas - 28/05/2026
A pessoa que autorizou a retirar as árvores, no mínimo não é cuiabano... e nem racional.. lugar calorento como Cuiabá, não deve ter esse tipo de atitude.
Sandra - 28/05/2026
É sério gazeta que v.cs acreditam que um servidor público tem tanto pode assim????
Manoela Regina Gomes - 27/05/2026
Tem que ter controle dos fiscais que trabalham na Prefeitura. A maioria não são confiável.
Benedito da costa - 27/05/2026
O fato é que a Cidade elevou status de "Cidade verde" para a categoria de "Cidade poda de árvores"
Judith Maria Madalena Rodrigues de Arrud - 27/05/2026
O Abílio, sendo um prefeito de uma capital, devia ter mais cuidado com o que fala. Antes de denegrir a imagem do servidor, ele devia verificar as legislações e a real situação dessas árvores. Até quando um prefeito vai agir tempestuosa mente, sem refletir os fatos ? Até quando , Abílio? O Senhor precisa amadurecer!
Nilson Ribeiro - 27/05/2026
É O JEITO DE FAZER POLITICA. ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL "MANDA DERRUBAR O MORRO EM SANTO ANTÔNIO, COMPRA TELA PARA O PORTÃO DO INFERNO POR R$10.000.000,00.... AGORA ESTÃO "DESMATANDO" O QUE RESTA DA (CIDADE VERDE????).
Zenaide - 27/05/2026
Aqui onde moro cortaram 3 Oitis plantados pelos meu avô, árvores quase centenárias no canteiro central , nao atrapalhavam nada nem fio de luz nem imóvel de ninguém .. eu ja perdi a fé na humanidade... nao pude brigar pq qdo vi a serra ja tinha cortado tudo, ficou um toco de árvore ..me pergunto até hoje porque ... a unica resposta que tenho , sao uns demonios
OSWAL - 27/05/2026
Tratamento de árvores doentes Não existe um tratamento convencional para os vegetais doentes no meio urbano, mas sim um acompanhamento de perto da situação. Na cultura agrícola é muito comum o uso de defensivos químicos, mas na cidade essa prática é proibida. “A gente acompanha os sintomas, faz adubações para ver se a disponibilidade de nutrientes auxilia na regulação das defesas naturais da árvore para combater uma infecção fúngica, por exemplo, e realiza um manejo preventivo com uma poda ou mesmo com a substituição para uma nova muda, que às vezes é necessário por conta do risco de queda”, afirma Renan. O que fazer com uma árvore doente Se uma árvore estiver em via pública, com sinais claros de adoecimento, é necessário abrir uma solicitação para a prefeitura da cidade, que fará um laudo e o manejo correto. No município de São Paulo, por exemplo, em caso de ambientes internos, como casas e condomínios, há duas formas de resolver o problema. A primeira é contratar um profissional para fazer um laudo de avaliação da fitossanidade e risco de queda e, em seguida, abrir um processo na prefeitura solicitando a remoção. A outra, que é menos custosa e demora mais tempo, é solicitar uma vistoria dos agrônomos da prefeitura na região. “Em São Paulo, todo e qualquer manejo de árvore, como poda, transplante ou supressão, necessita de autorização prévia da prefeitura. A única exceção é em caso de risco iminente de queda, onde o manejo pode ser realizado sem autorização prévia, porém a situação emergencial deve ser atestada por meio de laudo técnico elaborado por um profissional habilitado, que pode ser um biólogo, engenheiro florestal ou agrônomo, com respectiva emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)”, ressalta o analista de meio ambiente do Butantan.
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