DIA DE FINADOS 02.11.2026 | 12h00

redacao@gazetadigital
Divulgação
O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), é uma das datas mais significativas do calendário da Igreja Católica. Mais do que visitar cemitérios e homenagear familiares falecidos, a ocasião convida os fiéis a refletirem sobre a vida eterna, a ressurreição e a importância das orações pelas almas dos mortos.
O padre Renan Cunha, vigário da Paróquia São José Operário, da Arquidiocese de Cuiabá, explica que o sentido religioso da celebração está diretamente relacionado à fé cristã na ressurreição.
“A festa de Finados decorre de um dogma da Igreja: a fé na ressurreição dos mortos. Nós, católicos, cremos que haverá, no juízo final, na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, essa ressurreição da carne. Ou seja, o nosso corpo será ressuscitado para a vida eterna”, explica.
Segundo o sacerdote, a data não deve ser compreendida apenas como um momento de tristeza pela ausência de pessoas queridas, mas como uma manifestação de fé e esperança.
“No Dia de Finados, nós recordamos a memória dos fiéis defuntos, não simplesmente como uma recordação mórbida ou para a invocação dos mortos, que é algo totalmente alheio à fé católica. Não fazemos invocação dos mortos, não é uma prática nossa. Recordamos a memória dos fiéis defuntos acreditando que eles, primeiro, estão necessitados das nossas orações, por estarem em um momento de purgatório, ou seja, de purificação de suas almas, para que possam estar plenamente santificados e unidos a Cristo na eternidade”, esclarece.
O padre também destaca que a esperança na ressurreição é um dos fundamentos da celebração, pois, conforme a doutrina católica, a morte não representa o fim da existência.
“Também recordamos os fiéis defuntos porque aguardamos a ressurreição, a ressurreição da nossa carne e do corpo deles também, para a vida eterna, conforme a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo”, acrescenta.
Visita aos cemitérios e indulgências
Além das orações, a visita aos cemitérios é uma das tradições mais presentes no Dia de Finados. De acordo com o padre Renan, a prática também está relacionada à possibilidade de obter indulgências em favor das almas dos falecidos, conforme os ensinamentos da Igreja Católica.
“No Dia de Finados, nós celebramos e visitamos os cemitérios como práticas para lucrar as indulgências, que são outra obra espiritual decorrente do dogma da comunhão dos santos. Nós cremos que estamos todos vinculados ao mesmo corpo místico de Cristo, de modo que os méritos dos santos se aplicam a nós, claro, se tivermos as disposições necessárias para receber esses méritos”, explica.
O sacerdote também detalha as práticas espirituais que, segundo a tradição católica, devem acompanhar a busca pelas indulgências.
“O que é necessário para lucrar as indulgências? Estar em estado de graça, confessar-se, detestar todos os pecados, inclusive os menores, os chamados pecados veniais, rezar pelo Santo Padre, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, comungar neste período e fazer a visita ao cemitério”, orienta.
Por fim, o padre esclarece que a visita não precisa ocorrer no local onde esteja o túmulo de algum familiar. “Não necessariamente onde, de repente, tenha algum parente seu sepultado, mas pode ser qualquer cemitério”, conclui.
Para a Igreja Católica, o Dia de Finados é uma oportunidade de transformar a saudade em oração e renovar a esperança na vida eterna, mantendo viva a memória daqueles que partiram.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.