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grupo de risco 22.06.2020 | 14h16

Pneumologista de MT alerta sobre asma e relação com covid-19

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Divulgação

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Comum em crianças e adolescentes, com aumento de prevalência a partir dos 40 anos, a asma é uma doença inflamatória crônica que tem como fator de causa a genética. Em meio à uma pandemia, que muitas vezes traz sintomas respiratórios, é comum ter dúvidas, explica o pneumologista mato-grossense, Clóvis Botelho.

 

“Uma coisa é ter asma por componentes familiares, a genética. Outra coisa são os fatores que influenciaram na crise asmática, principalmente as infecções respiratórias agudas, as famosas síndromes gripais”, comenta o pneumologista.

Clóvis Botelho explica que as síndromes gripais podem ter diversas causas, desde um vírus comum até um coronavírus, por exemplo.

 

“Toda vez que eu tenho uma infecção viral, eu exponho a minha via aérea, que já é inflamada cronicamente pela asma, a sofrer mais. Esse sofrimento leva a piora dos sintomas e crises mais graves”.

 

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Os sintomas mais importantes e prevalentes da asma, de acordo com o especialista, é a tosse, chiado e opressão no peito, muitas vezes associado à falta de ar, também conhecida como dispneia.

 

O médico explica que há níveis de asma. Um asmático pode ter apenas tosse ou crises gravíssimas, que o leva para UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), com risco de morte.

 

O pneumologista observa que para realizar o diagnóstico de asma o médico irá avaliar o histórico familiar do paciente, o início dos sintomas, como eles aparecem, o que motiva o aparecimento destes sintomas, quanto tempo duram, o que os melhora, e diante deste cenário é possível realizar a avaliação.

 

A radiografia, entre outros exames que permitem a análise do tórax e das vias aéreas, é utilizada para o descarte de outras doenças pulmonares.

 

“Quando nós falamos em diagnóstico, nós falamos também em prognóstico, em como é que vai ser a evolução dessa asma”, diz Botelho.

 

Prevenção
O médico ressalta que o tratamento é chamado de manejo da asma, visto que ela não tem cura, mas pode ser controlada. Clóvis Botelho baseia o tratamento em três pilares fundamentais. O primeiro deles é a higienização do ambiente.

 

“Tem que evitar poeiras, substâncias irritantes, cheiros fortes, mofos, coisas que irritam mesmo quem não tenha a doença e irritam mais ainda aquelas pessoas que são mais sensíveis, os asmáticos são hipersensíveis às alterações ambientais, principalmente de poluição. Ressalta-se nesse momento que vai começar as queimadas, a fumaça do ambiente é extremamente agressiva a via aérea do asmático por ele ser hipersensível”.

 

O segundo pilar é um plano terapêutico de educação da asma. Dr. Clóvis Botelho frisa que o paciente tem que conhecer a doença, saber os sintomas, perceber se o quadro está piorando, e saber quais medidas tomar. O médico responsável pelo caso deve orientar, detalhadamente, o paciente.

 

“Por último temos o terceiro pilar, que são os medicamentos. A asma não tem cura, mas tem controle. A grande maioria das doenças clínicas não tem cura, a gente controla diabetes, pressão alta, reumatismo, doença psiquiátricas... Então o problema não é ter cura ou não, o problema é ter solução para o problema, e existe”.

 

Covid-19
A asma é um fator de risco para o ataque mais grave ocasionado pelo novo coronavírus. Diante de um asmático, a covid-19 pode sofrer sérias complicações, conforme explica o médico.

 

“Nós não podemos descuidar da via aérea do paciente com asma e se o controle desta doença está sendo feito bem, continue. Não se preocupe”.

 

Clóvis Botelho alerta que o médico deve alertar o paciente diante de uma síndrome gripal, pois para enfrentar o vírus a via aérea tem que estar desinflamada e estabilizada.

 

“Quando a pessoa está inflamada e pega um vírus como esse, agressivo, o estrago é muito maior, as lesões são maiores, mais profundas, o tempo de recuperação é maior. As chances de complicações são muito maiores, inclusive as infecciosas, porque já tem um uma inflamação crônica e se eu pego uma inflamação aguda em cima dessa crônica, potencializa todo o poder destrutivo do vírus e aí nós temos que nos precaver de infecções secundárias”.

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