nega recuo 11.06.2026 | 13h05

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
O senador Wellington Fagundes (PL) utilizou a tribuna do Senado, na quarta-feira (10), para reafirmar sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso e rebater, de forma indireta, especulações sobre uma possível retirada de seu nome da disputa eleitoral de 2026. O pronunciamento ocorreu justamente no mesmo dia em que o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) revelou a existência de articulações de bastidores que poderiam resultar na saída do liberal da corrida pelo Palácio Paiaguás.
A manifestação de Wellington ocorreu após o senador mineiro Cleitinho Azevedo (Republicanos) reclamar que parte da imprensa de seu estado vem divulgando informações de que ele teria desistido de disputar o governo mineiro e fechado acordos políticos, fato que negou publicamente.
Ao comentar o relato do colega, Wellington afirmou enfrentar situação semelhante em Mato Grosso e atribuiu as especulações à tentativa de adversários de enfraquecer sua pré-candidatura.
“No Mato Grosso é a mesma coisa. Eu estou sempre apontando todas as pesquisas como o primeiro lugar, e a mesma forma que os nossos adversários utilizam, é tentar desestabilizar. O importante, eu acho, é pedir a Deus realmente que nos dê energia, força, porque o nosso trabalho é um sacerdócio, é servir à população. Fique firme, nós vamos nos encontrar”, declarou.
Mais cedo, Botelho afirmou que o MDB pretende aguardar a definição do cenário nacional antes de avançar nas discussões sobre alianças estaduais. Segundo ele, há rumores consistentes nos bastidores de Brasília sobre uma eventual intervenção do PL nacional na candidatura de Wellington.
“Nós vamos aguardar pelo menos alguns dias a mais para ver como vai ser o cenário nacional. Porque o quadro nacional vai acabar influenciando aqui, e, pela conversa que tem aí, pelo menos de bastidores, é muito forte. As conversas são de que pode sim o senador Wellington desistir ou retirarem ele. Não sei, pelo menos as conversas de bastidores são essas. Nunca conversei com ele, nunca conversei com ninguém no PL”, afirmou o emedebista.
A declaração reforça as movimentações atribuídas ao grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscam ampliar o arco de alianças para o projeto de sucessão estadual.
Botelho ainda revelou que lideranças políticas também tentam convencer a deputada estadual Janaina Riva (MDB) a abrir mão da disputa ao Senado Federal para compor uma chapa majoritária como candidata a vice-governadora.
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