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27.01.2004 | 03h00

Portadora faz sexo com índios

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Uma garota de programa portadora do vírus HIV foi detida na aldeia indígena Rio Verde, dos Pareci, no município de Tangará da Serra, pela Polícia Militar e Fundação Nacional do Índio (Funai), no sábado. As instituições foram alertadas de que ela poderia estar disseminando o vírus entre a população local, formada por 80 índios. Até o momento, sabe-se com exatidão que ela manteve relações sexuais com três Pareci, entre 43 e 23 anos. Dois são casados.

Além dos índios, a garota que terá o nome mantido em sigilo afirma que desde que foi comunicada pela Saúde Pública que portava o HIV, em outubro do ano passado, perdeu a conta do número de homens brancos com quem se relacionou nas cidades de Brasnorte, Campo Novo dos Parecis e Tangará da Serra. Ela afirma que raramente usava camisinha e que a falta de proteção era exigência da maioria dos homens. Alguns inclusive pagavam mais para não ter que usar o preservativo.

O caso inédito pegou as instituições que lidam com a Saúde Indígena de surpresa e a atitude tomada até o momento foi a de retirar a garota do local e identificar os índios que podem ter se contaminado. "Agora vamos procurar orientação da Secretaria Municipal de Saúde, que lida com notificação do HIV e tratamento da Aids. Já identificamos os índios e eles serão testados pelo Sistema Único de Saúde (SUS)", informou Mário Lemos, da Ong Halitinã, que há quatro meses está conveniada com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para cuidar da Saúde Indígena no local.

Segundo a agente administrativa, que atua diretamente no Programa de DST/Aids da Secretaria de Saúde do Município, Rosani Maria Conte, os três índios fariam a coleta de sangue ainda ontem e o material seria encaminhado para um laboratório em Cuiabá. "Só teremos o resultado em 30 dias e, ainda assim, ele pode dar negativo. Não vamos começar o tratamento ainda, mas eles vão ficar em observação", disse Rosani.

A identificação dos índios foi feita de acordo com as informações repassadas pela garota e confirmadas com os próprios índios.

Em Tangará da Serra existem 23 brancos, entre portadores do vírus e doentes, que estão em tratamento. No ano passado, quatro morreram. A garota de programa, 22 anos, viveria como uma andarilha e não teria levado o tratamento adiante. Há alguns meses, um neurologista identificou que ela estava em estágio grave de depressão. Ela conta que teria ido para a aldeia porque lá os índios a tratavam bem.

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