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Cuiabá, Sábado 29/11/2025

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SEM INDENIZAÇÃO 29.11.2025 | 13h05

Prejudicados por queda de arquibancada cobram resposta por danos a veículos

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Reprodução

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Duas semanas após a queda das estruturas que protegiam as arquibancadas do autódromo no Parque Novo Mato Grosso, durante o treino da Stock Car, dezenas de famílias ainda aguardam respostas do governo estadual sobre ressarcimento. Entre as 36 vítimas que tiveram veículos destruídos pela cobertura que desabou durante o temporal, a informação é que ninguém recebeu indenização, apoio prometido ou um posicionamento oficial.

 

Logo após o acidente, na véspera de inauguração, o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Davi Moura, disse que as pessoas lesadas seriam ressarcidas pelos danos aos veículos. 

 

O conversou com o empresário Jean Gomes Santos, 38, e o motorista de aplicativo Roberto Rodrigues, 42, que estavam no local e somam prejuízos diante do silêncio dos organizadores.

Leia também - Público que sofreu prejuízos em autódromo será indenizado, garante secretário

 

Montagem

JEAN CARRO

Carro de Jean, atingido pela torre

Jean estava com a família na arquibancada Oeste, quando sua opção de lazer tornou-se caos. O homem contou que chegou por volta das 21h e ele lembra a dificuldade para encontrar vagas.

 

“Chegamos lá por volta das 21h, quando saímos da rodovia do parque, vimos uma fila de carros. Vimos uma entrada no setor Oeste de arquibancada, logo à frente, tinha um rapaz com um jaleco, e ele direcionava os carros em fila dupla. Era o estacionamento do setor. Ficamos na arquibancada que deu problema, mas ela não tinha uma vista boa da pista, fomos para outra”, narra.

 

Conforme o empresário, as estruturas sinalizam problemas antes de caírem, porque balançavam muito diante da ventania daquela noite. Em poucos minutos, elas caíram e danificaram os carros.

 

“Foi desespero. Mães chamando pelos filhos, gente correndo. Quando vi, uma torre da arquibancada caiu no meu carro. Quebrou retrovisor, coluna, furou o teto. A chuva entrava. Fiquei sem acesso aos meus pertences e sem o carro que uso para trabalhar”, conta.

 

Segundo Jean, o secretário estadual de Esporte, Davi Moura, prometeu transporte para casa, chaveiro e apoio. Mas não houve suporte. Diante da situação, buscou ajuda com o irmão, que o acolheu para passar a noite. No dia seguinte, foi até o local, encontrando com o secretário que disse que até quarta-feira seguinte diria quem seria indenizado.

“O tempo passou, ele viajou e não tivemos respostas”, explica.

O empresário afirma que um intermediário da seguradora recolheu informações, mas nada avançou. “Meu conserto ficou em R$ 24 mil mais franquia de R$ 7 mil. Já faz 14 dias e só falam que ‘travou na seguradora’. Estamos abandonados.”

 

O prejuízo o impede de trabalhar com sua caminhonete S-10, essencial para a empresa de terraplanagem. “A máquina está parada porque eu não consigo abastecer. Ninguém nos dá retorno. Somos 36 pessoas e o governo está em silêncio”, afirma.

 

Acervo Pessoal

CARRO ROBERTO

Carro de Roberto

Roberto Rodrigues narra que viveu no parque a segunda tragédia em poucos dias. Uma semana antes do acidente, ele havia perdido uma filha. Tentou levar as outras duas para se distrair no evento, mas só teve transtornos.

 

“Cheguei com minhas filhas e meus netos por volta das 21h15. Estacionei onde dizia ‘Estacionamento Sul’. Tinha mais de 50 carros. Em menos de 15 minutos, subimos na arquibancada e o vendaval derrubou tudo. Meu carro ficou embaixo da cobertura que caiu”, relembra.

 

Sem condições de voltar para casa, já que no momento autoridades policiais e o Corpo de Bombeiros sinalizavam o risco de choque elétrico, impedindo a retirada dos carros, decidiu dormir no local. “Dormimos no frio, com fome. Disseram que mandariam almoço, lanche… nada veio. Ficamos quinta, sexta e sábado esperando. Mandaram fazer BO, orçamento, um monte de papel. Mas até agora não houve resposta nenhuma.”

 

O conserto do carro de Roberto ficou avaliado em R$ 5 mil.


“Sou motorista de aplicativo, estou parado. Tenho contas pra pagar, família pra cuidar. O governo empurra para a seguradora, a seguradora empurra para o governo. E ninguém resolve”, reclama.

 

Na semana do acidente, um representante da segurada criou um grupo de WhatsApp para manter contato com os prejudicados. Mas, tanto Roberto quanto Jean citam que a comunicação foi estremecida e o profissional apenas cita que a seguradora já se encontra com os respectivos boletins de ocorrências e orçamentos.

 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer, mas não obteve retorno sobre as queixas dos populares. O espaço segue à disposição.

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