por unanimidade 27.09.2018 | 07h25

natalia@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Profissionais da educação de Cuiabá aprovam, por unanimidade, greve por tempo indeterminado e paralisam atividades paralisam a partir da próxima segunda-feira (1º). A medida foi adotada depois da categoria rejeitar a proposta encaminhada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) quanto ao reajuste salarial por entender que estimula uma segregação entre os trabalhadores, conforme ressaltou o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), subsede Cuiabá.
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A decisão pela greve foi tomada ontem durante assembleia geral realizada no auditório da Escola Estadual Liceu Cuiabano. Antes da votação, os trabalhadores discutiram a nova proposta que a gestão municipal encaminhou, a qual prevê a implementação de um reajuste salarial de 4% ao servidor efetivo ou estável, em exercício na função do cargo. “A proposta anterior já era ruim e essa é ainda pior”, definiu João Custódio, presidente do Sintep Cuiabá.
De acordo com o sindicato, ambas preveem uma separação entre os trabalhadores. “Somos uma categoria de profissionais da educação, então qualquer avanço para os professores deve se estender à merendeira, ao vigilante”, explanou.
A proposta atingiria apenas 25% da categoria composta por aproximadamente 10 mil trabalhadores.
Para o sindicalista, ao fazer essa distinção, a secretaria vai contra a política educacional, Lei Orgânica e o Plano Municipal de Educação. “Vai em desencontro principalmente com aquilo que o prefeito Emanuel Pinheiro pontuou o tempo inteiro de um governo de humanização”.
O sindicalista reforçou que a educação tem recursos próprios e, assim, seria cabível o pagamento dos 4% a toda a categoria.
Outro ponto previsto na proposta encaminhada ao Sintep diz respeito à Lei Orgânica, que de acordo com o compromisso da secretaria, será encaminhada para apreciação e votação. Todavia, Custódio relembrou que esse comprometimento já havia ocorrido anteriormente. “O prefeito tem agido conosco de forma leviana. Ano passado até iniciamos o processo de paralisação, mas acreditamos que a promessa seria cumprida. Agora, este ano, entraremos em greve”, frisou.
O sindicalista lamentou que a categoria tenha que deflagrar a paralisação das atividades, mas aponta que não houve outra opção. “Passamos 50 dias tentando negociar, mas infelizmente não teve avanço por causa de prepotência e nariz empinado. Então, os profissionais da educação acabam dando essa resposta”.
Portas abertas
Mesmo com a paralisação marcada para o início da próxima semana, o presidente do Sintep Cuiabá, João Custódio, destacou que a categoria continua aberta a negociações. Entretanto, reforça que os profissionais não viram outra opção a não ser deflagrar a greve diante do que foi apresentado.
“Eu sou a favor da greve porque fazer essa distinção é péssimo. Alguns profissionais contratados, muitas vezes, trabalham mais, vão além da função”, comenta uma servidora efetiva que não quis se identificar.
O professor Jairo Pereira de Souza reforçou que, se no trabalho ou em todos os outros momentos, não há distinção entre efetivos e contratados, não há então justificativa para fazer essa diferença na apresentação da proposta. “Entendemos essa proposta como uma forma de nos enfraquecer e fortalecer a ele (prefeito)”.
Outro Lado
A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que ainda não foi oficialmente comunicada quanto à deflagração da greve na próxima semana. Todavia, a Pasta reiterou que o posicionamento se mantém com a proposta que foi encaminhada aos trabalhadores da educação. A qual foi debatida e rejeitada. “Em síntese, com a Lei Orgânica, mais o percentual de 4% do programa de valorização teremos, na prática, significativos ganhos para a categoria, superando em muito o pleito de 3,97% correspondente à diferença entre o RGA, já concedido pela Prefeitura em julho de 3,53%, e o reivindicado pelo sindicato”, salientou o secretário de Educação, Alex Vieira Passos, por meio de nota.
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marcos silva - 27/09/2018
QUEM SABE DEPOIS DE ELEGER O FILHO DO PREFEITO SAI ESSE AUMENTO .
1 comentários