nostalgia 15.01.2023 | 14h13

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Reprodução/YouTube
Acompanhando a tendência nacional, a dança de rua rebolation se tornou "febre" entre jovens de Cuiabá por volta do ano de 2009. Praça Ulysses Guimarães, Verdinho, estacionamentos de supermercados e escolas da Capital foram pontos de encontro dos jovens para mostrar as habilidades no rebolation, dança que surgiu nas festas raves de psy trance no Brasil e se popularizou, principalmente, pela internet que vivia a "explosão" na mesma época no país.
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Ao som de uma música eletrônica, os dançarinos pareciam ser "leves como uma pena" e os pés deslizavam pelo chão com movimentos, por vezes, rápido e bem elaborado. Não tinha um jeito certo de dançar! Bastava apenas aprender e treinar alguns passos e ir exibir nas rodas de rebolation que, em Cuiabá, fizeram grande sucesso. No YouTube, o vídeo de um duelo ocorrido no bairro Verdinho conta com mais de 90 mil visualizações.
Também não há muitos arquivos, como fotos, dos duelos ocorridos na Capital, apenas gravações na plataforma de vídeo.
Jefferson Pires, especialista em diversas modalidades de dança, afirma que pegou a parte final do movimento na Capital. Ele destaca que o vestuário era algo que precisava ser levado em consideração pelos dançarinos que duelavam nos encontros.
“Era todo um visual [..] o tênis tinha que ser branco, podia até ser preto, mas tinha que ter uma listra branca para destacar na hora de dançar que facilitava nos efeitos. Calças justas mesmo que não fossem coloridas, camisa gola V que na época era muito famosa e relógio colorido” comenta.
O rebolation foi uma "explosão" em todo Brasil. Segundo Jefferson, apenas no Rio de Janeiro a dança não fez tanto sucesso devido ao "passinho'" dança originária do Funk carioca, que estava em ascensão no estado.
“Na época, o passinho estava crescendo e acabou chocando um pouco os dois estilos que tinha os principais movimentos nos pés. Então, o Rio de Janeiro não absorveu muito bem” frisa.
A dança rebolation no Brasil, ficou muito ligada a canção "rebolation" da banda de pagode baiano Parangolé, lançada em 2009 e que foi "hit" do carnaval brasileiro naquele mesmo ano. Neste sentido, a dança teve o nome alterada para '"free steps", que em português significa passos livres.
“Era rebolation até o Parangolé lançar a música. O pessoal começou a confundir e então mudaram o nome [da dança] para free steps. Mas isso foi quando o ‘boom’ [sic] diminuiu”.
Conforme Jefferson, algumas pessoas conseguiram ganhar dinheiro dançando rebolation. Mas ele destaca que isso aconteceu com os principais dançarinos de São Paulo e de Cuiabá, apenas alguns mais famosos do meio conseguiram lucrar também.
Com o passar dos anos o rebolation foi perdendo força no país. Alguns dançarinos da época que consumiam a música eletrônica por causa do movimento se tornaram DJs como é o caso dos gêmeos cuiabanos que dançavam em dupla na época, Felipinho e Xupetão. Segundo Jefferson, outros também se tornaram coreógrafos por causa da relação com a dança.
O rebolation marcou uma geração de jovens e atualmente é lembrado apenas por memes e em vídeos registrados na internet.
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