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Janeiro branco 06.01.2022 | 08h43

Saúde mental deve ser discutida o ano todo, diz coach que lutou com a doença

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Divulgação

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O mundo ainda luta contra a pandemia do covid-19 e os efeitos colaterais desta doença, como os impactos na saúde mental, já despontam como grandes desafios para as pessoas, instituições e governo nos próximos anos. Preocupados com esta situação, os ativistas da campanha Janeiro Branco estão se mobilizando para que haja uma ampla discussão sobre o tema em todas esferas das relações humanas durante todo o ano e não apenas no Setembro Amarelo.

 

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Em Mato Grosso, um dos embaixadores da campanha é o idealizador do projeto 'Tenho depressão. E agora?", Alan Barros, que nos últimos 4 anos tem organizado uma série de eventos para a discussão da saúde mental, sendo que o último deles foi um TalkShow, realizado em novembro do ano passado no Cine Teatro Cuiabá.

 

Ele explica que foi convidado pelo organizador da campanha que está na 9ª edição, o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, para ajudar na tarefa de divulgação e sensibilização das pessoas.

 

Para Barros, os números sobre o cenário da Saúde Mental no mundo assustam e apontam a necessidade das pessoas mudarem seu comportamento diante do problema e também dos governos atuarem firmemente com políticas públicas para atender as populações.

 

Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS),93% dos países registraram aumento na busca por atendimento em saúde mental desde o início da pandemia. Em solo nacional, um estudo encomendado pelo Fórum Econômico Mundial e executado pelo Instituto Ipsos, a terceira maior empresa de pesquisa e inteligência de mercado no mundo, aponta que 53% dos brasileiros avaliam que tiveram piora na saúde mental no último ano.

 

No rol de estudos importantes aparece ainda um da Fiocruz em parceria com outras 6 universidades brasileiras. Nele, os dados mostram que 40% da população brasileira apresentava sentimentos frequentes de tristeza e de depressão, outros 50% da mesma população apresentava frequentes sentimentos de ansiedade e nervosismo.

 

“Precisamos debater. Pensar como fazer a assistência e os acompanhamentos chegarem às pessoas. E, mudar o nosso comportamento diante da vida, do trabalho e de nossas relações familiares”, afirma Barros.

 

“Tenho depressão. E agora”

 

O projeto “Tenho Depressão. E agora” é fruto da iniciativa de Alan Barros. Durante 20 anos, ele sofreu com depressão e ansiedade, teve pensamentos suicidas por 12 anos e continua o seu processo de cura, enquanto se dedica a ajudar outras pessoas que passam pela mesma situação.

 

Sua trajetória rendeu um livro, que tem o mesmo nome do projeto e deu início aos trabalhos. Em seguida, ele, junto com a psicóloga Flávia Haddad, formara o Grupo de Apoio & Acolhimento Terapêutico #Fale, que acolhe pessoas vítimas de depressão e ansiedade gratuitamente.

 

Além da assistência, o projeto contempla eventos como os dois Talkshows sobre o tema, realizados em 2017 e 2021, respectivamente, e ainda o 1º Seminário Estadual de Prevenção e Pósvenção do Suicídio, que aconteceu em 2019 no Teatro Zulmira Canavarros.

 

Para Barros, o cerne de todo o trabalho é trabalhar a saúde mental em três dimensões: corpo, mente e espírito. Tratando o indivíduo como um todo e não de maneira fragmentada. Ele tem apresentando esta perspectiva em todos os eventos produzidos por ele de forma inovadora, agregando assim a importância entre os tratamentos psiquiátricos, psicológicos e a espiritualidade.

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