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12.10.2005 | 03h00

Sema aplica multa de 60 milhões

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Vinte e nove posseiros que atuavam nas áreas do Parque Estadual do Cristalino foram notificados ontem pela secretaria estadual do Meio Ambiente (Sema). Eles têm prazo de 60 dias para deixar o local. Na operação de combate a crimes ambientais foram multadas 17 pessoas, entre elas o pecuarista Antônio José Junqueira Vilela, que desmatou cerca de 50 mil hectares do parque. Vilela foi multado em R$ 60 milhões, a maior multa já aplicada pelo Estado.

Ao todo seis pessoas estão presas, uma por porte ilegal de arma e cinco por crime ambiental. Foram apreendidos nove caminhões com madeira tirada da unidade de conservação. Pelo segundo dia consecutivo, equipes de fiscalização da Sema acompanhadas de policiais da Delegacia de Meio Ambiente percorreram os 203 mil hectares do Parque Estadual Cristalino, situado no norte do Estado, numa operação desencadeada pelo secretário Marcos Machado, da Sema.

O parque foi criado em 2001 e fica a 70 Km de Alta Floresta. Cerca de 90% da sua área fica no município de Novo Mundo. Segundo informações do promotor da cidade de Novo Mundo, Miltom Mattos da Silveira Neto, que acompanhando Marcos Machado e o delegado Massao Ohara na operação, será proposta ação civil pública contra os invasores do Parque estadual do Cristalino por crime ambiental .

Dados do levantamento feito pela Sema em setembro último mostram que 29 pessoas ocuparam áreas dentro do parque. A maioria provocou desmatamentos e tem envolvimento no roubo de madeira, inclusive castanheiras. Foram feitas fotos de áreas totalmente desmatadas que deram lugar à pecuária. Foram localizadas ainda serrarias bem montadas e caminhões carregados de toras.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Marcos Machado, confirmou ontem que o caso mais grave é do pecuarista Antônio José Vilela, proprietário da fazenda Nhandú, com 11 mil hectares e que ficou dentro do parque Cristalino quando ele foi criado. Pelas imagens de satélite de 2001 até o ano passado, verificou-se que Vilela chegou a avançar em 40 mil hectares dentro do parque. A fazenda dele tem mais de 18 casas de madeira e alvenaria, serraria completa, caminhões e 30 mil cabeças de gado.

A reportagem procurou falar com o pecuarista na sua empresa de agropecuária AJJ, em Alta Floresta mas ele não foi localizado.

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