01.08.2016 | 14h57
Em assembléia geral, na Escola Estadual Presidente Médici, os servidores públicos da Educação decidiram pela manutenção da greve. A paralisação completou 63 dias nesta segunda-feira (1).
Os professores avaliaram a última proposta do governo do Estado, feita com mediação do Ministério Público Estadual na pessoa do promotor de Justiça Henrique Schneider, do Núcleo de Defesa da Cidadania da Capital, e não aceitaram.
A reivindicação da categoria é que haja um calendário de concurso público (já atendido pelo governo), suspensão integral do edital das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e convocação das conferências participativas para debater o assunto; e uma proposta para integralizar os percentuais da Lei de Carreira 510/13 até a próxima data base da categoria, ou seja, no próximo mês de maio.
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A tentativa de acordo avaliada sugeria a execução do projeto das PPPs até setembro deste ano, as conferências convocadas, sendo que a implantação viria somente após o debate a depender do resultado. As conferências serão convocadas pelo Fórum Estadual de Educação e terão caráter deliberativo. Em relação à dobra do poder de compra, um grupo de trabalho paritário analisaria a melhor forma de garanti-la integralmente no exercício de 2017 sem prejuízo à continuidade da Lei 510/13.
Em relação à proposta da execução do projeto das PPPs, os grevistas aceitaram, mesmo sob protesto de alguns e votação conturbada. Quanto à pauta de concursos, pois mesmo já atendida eles querem que o edital seja montado, estipulando cargos e vagas. O que mais preocupa, no entanto, é a pauta econômica. Para os sindicalizados a proposta do Governo está "ampla e vaga demais".
O presidente do sindicato relembrou aos servidores os últimos episódios da greve, e alguns momentos de pequeno conflito entre grevistas e Governo.
Veja vídeo
Parte da população, especialmente estudantes e pais deles, pedem o fim da greve por conta da proximidade do Enem, que acontece em outubro. Alegam que os alunos estão sendo prejudicados no preparo para a o exame, em vista da falta de aulas. Henrique Lopes comentou sobre isso.
Assista:
Durante a assembleia, Henrique Lopes recebeu uma ligação do gabinete do secretário de Educação, Marco Aurélio Marrafon, informando que formularam uma nova proposta para a pauta da dobra do poder de compra. As partes envolvidas devem se reunir amanhã (2) para conhecerem a sugestão. A depender, nova assembleia será marcada para ainda esta semana.
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fabio - 02/08/2016
É duro quando um partido fala mais alto que o direito e desejo da maioria. Esses professores não querem trabalhar movidos por ideologias partidárias e quem se ferra são os alunos. Fui na reunião de ontem e posso garantir que os professores que ali estavam a maioria são movidos por partidos políticos e não estão nenhum pouco preocupados em voltar as aulas. O salário esta na conta e eles tem consciência que não irão repor todos os dias parados. Professor comprometido e sem partido nem participa dessas assembléia porque sabe que os ânimos desse povo partidarista é exaltado e os que estão ali nem trabalham direito. O governo tem que ser mais enérgico com esses anti profissionais e começar a cortar ponto desses grevistas.
1 comentários