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DEU EM A GAZETA 16.01.2026 | 07h00

Sob mato, antiga Nilo Póvoas espera soluções há seis anos

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

Chico Ferriera

Chico Ferriera

Cinco meses após a promessa da Prefeitura de Cuiabá de transformar a antiga Escola Nilo Póvoas em um centro de especialidades para neurodiversidades, o local segue completamente fechado. Situada no bairro Bandeirantes, a unidade, desocupada há quase 6 anos, permanece cercada por tapumes, tomada pelo mato e sem qualquer sinal de obra ou funcionamento. Agora, a Prefeitura de Cuiabá anunciou uma parceria como o governo do Estado, e, segundo o município, as intervenções devem ter início na próxima semana.  

 

A implantação da Casa do Autista em Cuiabá garantirá centro de acolhimento e atendimento especializado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias, além de servir como referência em educação inclusiva e no cuidado de pessoas neurodiversas.  

 

A estrutura do antigo prédio escolar é considerada adequada para o projeto. Com dois andares, mais de 40 salas, anfiteatro, quadra esportiva e amplo espaço externo, o local foi apontado como ideal para concentrar atendimentos nas áreas de educação, saúde e assistência social em um único espaço, facilitando o acesso das famílias aos serviços especializados.

 

EXPECTATIVA E FRUSTRAÇÃO    

Apesar do potencial do projeto, a falta de avanços concretos tem gerado frustração entre moradores do bairro Bandeirantes e familiares de pessoas com autismo que aguardam a requalificação do imóvel. “Nós temos um espaço que poderia ser fundamental para as pessoas com autismo e suas famílias, mas está assim, jogado às traças. É uma falta de respeito com a comunidade”, relata Eduardo Lima, morador da região.  

 

A expectativa pela criação de um centro de referência em neurodiversidades é grande em Cuiabá, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelas famílias para acessar atendimentos especializados.  

 

“A promessa de um espaço com serviços integrados foi recebida como esperança por quem convive diariamente com a falta de estrutura adequada, mas, enquanto o prédio segue abandonado, cresce a sensação de que o projeto caminha lentamente e distante da urgência exigida pela demanda existente”, afirma Maria Cecília mãe de uma criança autista de 5 anos.  

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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