CAFÉ DA MANHÃ POR R$ 0,50 11.04.2026 | 12h18
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Isabele Nery
Recentemente, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oficializou uma redução significativa nas tarifas de seu Restaurante Universitário (RU). Desde o dia 1º de abril, os valores foram reajustados para R$ 1,50 no almoço e jantar e R$ 0,50 no café da manhã, contemplando todos os campus do Estado.
Essa mudança ganha relevância diante do cenário nacional. Segundo levantamento do portal Poder 360 realizado em 2025, o preço médio do almoço nas universidades federais brasileiras é de aproximadamente R$ 3,75. Dependendo da instituição, os valores oscilam drasticamente, indo de R$ 0,80 a extremos superiores a R$ 15,00. Com o novo tarifário, a UFMT consolida-se bem abaixo da média do país.
Atualmente, a Universidade Federal Fluminense (UFF) detém o valor mais baixo para as refeições principais (R$ 0,70). Contudo, no que diz respeito ao desjejum, a UFMT assume a liderança nacional com a taxa de R$ 0,50.
Disparidades e o desafio da permanência
A discrepância de preços entre as federais expõe diferentes realidades de gestão e orçamento. Enquanto algumas instituições priorizam o subsídio integral para democratizar o acesso, outras enfrentam custos elevados. Dados do portal Campo Grande News indicam que a UFMS, por exemplo, cobra R$ 15,00 por refeição, sem distinção entre alunos e visitantes. Já a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) apresenta o valor mais alto do país, superando a UFMS por apenas um centavo.
Para Kauã Almeida dos Anjos, 22, graduando de Geografia e representante discente no Conselho Universitário (Consuni), a conquista é fruto de uma mobilização histórica. “Essa luta não é de agora. A UFMT torna-se um exemplo, pois falar de alimentação é falar de permanência estudantil. É um padrão que outras universidades deveriam seguir para garantir que os estudantes concluam seus cursos”, pontua.
Impacto no bolso do estudante
A redução foi recebida com entusiasmo por quem depende diariamente do RU. Para muitos, o novo valor representa um alívio financeiro crucial no orçamento mensal.
Lídia Raquel Araujo Pereira, 23, pós-graduanda em Estudos de Cultura Contemporânea, relata que gastou quase R$ 1.000,00 com alimentação durante a graduação em Publicidade. “Eu carregava 50 reais quase todo mês. Agora, na pós-graduação, gasto metade disso e já facilita muito”, afirma. No mesmo sentido, João Pedro Kiedzerski Silva, 20, estudante de Engenharia Elétrica, estima uma economia mensal de pelo menos R$ 40,00 com o novo valor.
Novos desafios
Apesar do avanço financeiro, a medida trouxe à tona problemas estruturais. A alta demanda gerou episódios de superlotação, especialmente no horário do almoço. Para Emanuel Dominic de Paula Oliveira, 21, conselheiro do Consepe (Cuiabá), a solução exige investimentos em infraestrutura.
“Para resolver a superlotação, é necessária uma ampliação do espaço, o que dependeria de emendas parlamentares, dado o orçamento limitado da instituição”, explica Emanuel. Ele ressalta ainda a necessidade de um planejamento de obras que não interrompa o serviço e pontua que outras demandas, como o auxílio-transporte para estudantes da região metropolitana, ainda aguardam debate.
Mesmo com os desafios logísticos, a política de preços da UFMT marca um passo importante na assistência estudantil. Ao baratear o custo de vida acadêmica, a instituição reforça um modelo de ensino superior mais inclusivo, focado em reduzir a evasão e apoiar o estudante em sua jornada formativa.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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