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VACINAÇÃO SUSPENSA 20.05.2021 | 10h41

Sem previsão de 2ª dose da CoronaVac, médica alerta para a perda de eficácia

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Suspensa desde segunda-feira (17), a retomada de aplicação da segunda dose de CoronaVac ainda não tem previsão de voltar, pois faltam doses. A médica Natasha Slhessarenko alerta que a demora no reforço na imunização pode interferir da eficácia do produto.


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Cada uma das vacinas aplicadas em Mato Grosso tem uma recomendação de pausa para tomar a segunda dose. A Astrazeneca e Pfizer é de 12 semanas. Já a Coronavac tem prazo mais curto, de até 28 dias. Assim que a pessoa recebe a primeira dose, já recebe a data para comparecer ao local de vacinação para o reforço na imunização.


Em Cuiabá, a CoronaVac acabou no último fim de semana e a prefeitura informou a suspensão a partir de segunda. A expectativa era de recebimento de novas doses na terça-feira (18), mas o imunizante não chegou.


“Essas recomendações que constam em bula são baseados em estudos da vacina, onde tiveram melhor eficácia. Atrasar um, dois ou 3 dias não vai interferir muito da eficácia. Agora se o atraso é maior, pode haver realmente queda na eficácia que a vacina tem de prevenir doença”, explica a médica.


A profissional explica o caso da Pfizer, que indica aplicação da segunda dose em 3 semanas, mas no Reino Unido e no Brasil ao intervalo adotado é de 12 semanas. Pesquisas apontaram que no caso desse produto não houve queda considerável da eficiência considerando o prazo maior de reforço.


“É uma doença muito nova, que se sabe muito pouco. Ainda mais sobre vacina. O que está comprovado é que a maior eficiência é no prazo preconizado, mas o que vemos é que não há um grande comprometimento, principalmente nesta da Pfizer. O correto é que se faça no prazo indicado, mas pouco atraso não compromete. O que não pode é um tempo maior entre uma dose e outra”, esclarece.


Ela explica que o prazo maior adotado no Brasil entre uma dose e outra com a Astrazeneca e Pfizer tem o objetivo de vacinar uma quantidade maior de pessoas, conferindo imunização pelo menos parcial, já que as duas vacinas apresentaram boa resposta imunológica já na primeira dose.


Falta de doses
Essa semana, em depoimento à Assembleia Legislativa, a secretária municipal de Saúde, Ozenira Féliz, informou que cerca de 2,5 mil pessoas de outras cidades tomaram vacina em Cuiabá, o que impactou na imunização dos cuiabanos. Ela reconheceu o erro de aplicar a injeção em pessoas que não eram da cidade e pediu investigação do caso.


Além do equívoco, outro ponto que favoreceu a escassez de doses foi a perda técnica. A gestor informou que embalagens para 10 doses continham produto para apenas 9, o que prejudica a contagem de doses com relação a pessoas a serem imunizadas.


Ela informou que encaminhou ofício a Secretaria de Estado de Saúde (SES) requerendo mais 4,2 mil doses para vacinar a segunda dose de quem estava agendado e não recebeu.


Na mesma sessão da ALMT, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que solicitou 38 mil doses a mais ao Ministério da Saúde e que isso coloca o estado em uma situação delicada, pois já foram recebidas as doses previstas para primeira e segunda dose dos grupos que estão sendo imunizados. Ele alegou que a falta se deu por erro dos municípios.

 

Outro lado
A SES foi questionada se havia alguma prazo para recebimento das novas doses de Coronavac para repor aos municípios, mas não encaminhou resposta.

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Comentários

RITA - 20/05/2021

E se caso acabar a eficácia? vai poder tomar outra vacina? Porque quem vacinou não tem culpa......e é justo tomar outra vacina !!!!

Roberto Silva - 20/05/2021

Secretária de Saúde de Cuiabá! Assim como mais de 2500 pessoas tomaram vacina ai em Cuiabá; Ocorreu também isso aqui na Chapada dos Guimarães, muitos cuiabanos também tomaram a vacina aqui, por ter dois domicílios e o cartão SUS consta com endereço da Chapada.E agoara .... vai mandar vacinas pra cá também.Balela, isso é problema do Munistério da Saúde, falta de insumos etc, etc

2 comentários

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