sem eficácia comprovada 18.06.2021 | 15h31

allan@gazetadigital.com.br
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Documentos entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado Federal demonstra que o governo do Mato Grosso recebeu 9 mil compridos de cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada para o tratamento do novo coronavírus. O relatório foi divulgado pelo Congresso em Foco.
Os dados constam em um ofício e demonstram que as caixas foram enviadas pelo Ministério de Saúde e chegaram ao Estado no dia 19 de julho de 2020, quando Mato Grosso enfrentava o primeiro pico da pandemia com a explosão de casos e mortes.
O documento expõe ainda que o governo federal gastou pouco mais de R$ 1,4 milhão na aquisição das drogas. Segundo o relatório, o objetivo da compra visava atender a recomendação do Ministério da Saúde quanto ao “uso da cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de formas graves da covid”.
O medicamento é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) desde o inicio da crise sanitária para tratar pacientes infectados com a covid-19. No entanto, estudos científicos já comprovaram a ineficácia do remédio contra a doença. Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a cloroquina não deve ser usada como forma de prevenção.
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Ainda segundo o demonstrativo, outros Estados chegaram a receber até 40 mil caixas da cloroquina. Os principais destinatários foram as regiões do Norte, Nordeste e Sudeste.
O medicamento sem comprovação científica é uma das principais pautas abordadas na Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado. A comissão foi instaurada para apurar ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e fiscalizar a distribuição de verba para estados e municípios.
Veja o documento na íntengra clicando aqui.
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