PESO DOS IMPOSTOS 05.09.2026 | 08h00

redacao@gazetadigital.com.br
Divulgação
A força do setor produtivo e a elevada carga tributária sobre o bolso dos mato-grossenses ganharam novos números neste início de setembro. Dados do Impostômetro da Fecomércio-MT indicam que, até esta quinta-feira (3), o volume arrecadado no estado entre impostos federais, estaduais e municipais alcançou R$ 40 bilhões. O montante equivale a 1,25% de todo o recolhimento nacional, que soma R$ 2,73 trilhões, e ilustra a dimensão das taxas, contribuições e multas pagas aos cofres públicos.
O saldo atual aponta um avanço de 3,44% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Além do crescimento, a marca de R$ 40 bilhões foi atingida com oito dias de antecedência em relação a 2025. Com esse ritmo, a arrecadação acumulada se aproxima rapidamente dos R$ 58,2 bilhões registrados ao longo de todo o ano passado.
De acordo com o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o avanço das receitas reflete o dinamismo das atividades locais, impulsionado sobretudo pelo desempenho do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente, que completou: “Essa arrecadação mostra o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.
No plano federal, as receitas são puxadas principalmente pelo Imposto de Renda e pelas contribuições previdenciárias. Em âmbito nacional, esses dois tributos lideram a arrecadação da União, somando R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente. Já nos municípios, o fluxo de caixa é alimentado em especial pelo ISS e pelo IPTU.
No cenário municipal, Cuiabá lidera o ranking estadual de arrecadação com R$ 830 milhões gerados. O interior do estado também demonstra expressiva tração econômica, com destaques para Rondonópolis (R$ 224 milhões), Sinop (R$ 167 milhões), Várzea Grande (R$ 118 milhões), Sorriso (R$ 91 milhões) e Lucas do Rio Verde (R$ 88 milhões).
Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) reforça que o motor tributário do estado está descentralizado. O estudo aponta que o crescimento das receitas públicas avança além da capital, acompanhando a expansão das cidades-polo do interior.
Por fim, o IPF-MT ressalta que o aquecimento dos negócios expande a arrecadação, mas pondera que a eficiência na gestão desse montante é indispensável para criar condições que sustentem o desenvolvimento contínuo de Mato Grosso.
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