agro se deu bem 09.01.2026 | 14h55
Fernando Frazão/Agência Brasil
Há 1 ano, em O Brasil será um dos maiores beneficiários do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, aprovado nesta sexta-feira (9). A principal razão está no agronegócio. O Brasil é um dos países que mais produzem alimentos no mundo, e o acordo prevê a eliminação de tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários comprados pela União Europeia do Mercosul.
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Produtos como carnes, frutas, grãos e café, produzidos no Brasil, terão acesso preferencial ao mercado europeu. A expectativa é que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresça 0,46% até 2040, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O levantamento também mostra que país teria ganhos maiores que os da União Europeia (aumento de 0,06% no PIB) e dos demais países do Mercosul (alta de 0,2%). A União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, em 2025 a exportação somou US$ 49,810 bilhões.
O agro foi exatamente um dos pontos sensíveis do acordo, que demorou 26 anos para ser fechado. Diversos agricultores europeus têm protestado contra o acordo. A França, Polônia e Bélgica rejeitaram o tratado exatamente pela questão envolvendo o agro.
Além do agro, o acordo prevê outras mudanças. No setor industrial, a União Europeia eliminará 100% das tarifas em até dez anos, sendo cerca de 80% já na entrada em vigor do acordo. O Mercosul, por sua vez, adotará uma liberalização mais gradual, com prazos de até 30 anos para produtos considerados sensíveis, como veículos automotivos baseados em novas tecnologias.
O capítulo de compras governamentais garante às empresas brasileiras acesso ao mercado europeu de compras públicas, que representou 13,7% do PIB da UE em 2020. Ao mesmo tempo, o Brasil manteve exceções importantes, como políticas de incentivo a micro e pequenas empresas, compras do SUS e margens de preferência para produtos nacionais.
Acordo fechado
Nesta sexta-feira (9), os países europeus aprovaram provisoriamente o texto do tratado. O acordo, no entanto, ainda não está formalmente em vigor.
O texto ainda precisa ser assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelos países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A assinatura está prevista para a próxima segunda-feira (12), no Paraguai, que exerce a presidência rotativa do bloco sul-americano.
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