REDES SOCIAIS 05.07.2021 | 07h37

allan@gazetadigital.com.br
T-rex
O efeito da pandemia do coronavírus fez com que o Brasil atingisse a marca de 14,4 milhões de desempregados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para evitar esse cenário, empresas de Cuiabá têm apostado no Marketing Digital para se manter de portas abertas e também para atrair novos clientes.
De acordo com o consultor em estratégias da área, Marcelo Távora, a pandemia fez com que as pessoas começassem a passar mais tempo navegando pelas redes sociais e iniciassem buscas de compras pela internet. "O fechamento do comércio acelerou um processo que já era tendência nos últimos anos. Muitas pessoas, que ainda preferiam comprar em locais físicos, foram obrigadas a comprarem de forma online. Então, se por um lado o volume de pessoas dispostas a comprar na rua diminuiu, esse número aumentou vertiginosamente em 2020 e segue a mesma tendência em 2021", apontou.
Para quem é novo no assunto, o marketing digital oferece ações de comunicação para que as empresas possam utilizar por meio da internet, da telefonia celular e outros meios digitais, ferramentas para divulgar e comercializar seus produtos ou serviços na rede. Nesse contexto, Távora, aponta que a divulgação nas redes sociais podem atingir um "fluxo infinito de pessoas".
O proprietário, contudo, também deve estar atento para não cometer alguns erros na hora de fazer o atendimento e os conteúdos de forma online (confira no fim da matéria). "Um vendedor consegue atender mais de uma pessoa ao mesmo tempo, porque boa parte dos atendimentos acontece por aplicativos de mensagens, como o Whatsapp ou o direct do Instagram e, muitas vezes, as pessoas nem precisam de um vendedor para fechar uma compra", destaca.
Os benefícios são notórios para o empresário, Matheus Oliveira, que comanda duas lojas de roupas masculinas em Cuiabá. Além do empreendimento físico, ele investe em campanhas publicitárias para atrair potenciais consumidores na internet.
"Nosso novo normal desde o ano passado é fazer o marketing pela internet, é facilitar, entregar, atender pelo celular e ter um site. Dá para atingir muito mais pessoas do que numa loja física, por exemplo. Hoje, o marketing digital é 24 horas e é uma obrigação do negócio. Quem não está na internet não é mais visto porque as pessoas não saem na rua procurando, elas já saem direcionada para aquela loja que viu no Instagram ou Facebook", comenta.
Lucas Gilbert, que é sócio do curso Viking Digital e professor de cursos online, também acrescenta a importância de dar o primeiro passo e se lançar nas redes. "As pessoas precisam entender que o marketing digital não é um fim, mas um meio. É um meio para que mais pessoas encontrem e passem a conhecer o seu negócio. Marketing digital é a mesma coisa que propagandas na televisão, no rádio, em outdoors, no jornal ou em revistas. Só muda onde você aparece. Agora, pare um pouco para pensar. Onde está a atenção das pessoas 24 horas por dia? No celular", respondeu.
Ainda segundo Lucas, é possível começar investimento pouco e depois aumento o valor gradativamente. "Na internet você consegue acompanhar as métricas de desempenho do seu anúncio. Consegue saber quantas vendas aquilo ali gerou, quantas conversas de WhatsApp, quantos cliques, tudo! E ainda de insumos para melhorar os anúncios e conseguir resultados ainda melhores. Isso te faz poder investir cada vez mais com segurança, já que você sabe que cada centavo investido está trazendo retorno para o negócio", pondera.
Em meio à "bolha digital", alguns cases de sucesso podem ser vistos em vários segmentos da capital. Brunna Almeida, que é produtora de Marketing de um supermercado de Cuiabá, relata que o empreendimento tem buscado ir além do que simplesmente postar os produtos no feed.
Com a ajuda da diretora do estabelecimento, Malu Scaffi, Brunna produz conteúdos de dicas com pitadas de humor. A aposta, segundo ela, tem trazido bons resultados para as vendas mesmo na pandemia. "A gente gosta de criar e inovar o que outras empresas não gostam de fazer nas redes sociais. Nosso maior foco é trazer conteúdo de valor para nossos clientes com uma mistura de humor. Fazemos conteúdos de receita, meme, Tik Tok com muita inovação", detalha.
Marcelo lista o que o perfil de uma empresa não deve fazer
1- Não produzir boas fotos. Em um ambiente presencial, lojas e restaurantes não se preocupam em valorizar a imagem do produto? No online, a premissa é a mesma. Você não vai despertar o desejo de compra de algo que pareça ser feio.
2- Não ter consistência de postagem. Não adianta começar a produzir conteúdo hoje e achar que os clientes vão vir aos montes da noite para o dia. A construção de audiência é um jogo de médio prazo. Daqui um ano você vai se arrepender de não ter começado hoje.
3- Não colocar informações sobre o produto. É muito comum a gente ver postagens que não tem nenhuma informação sobre o produto ou sobre o vendedor. Você precisa colocar informações como:
a) Localização da sua empresa
b) Características do produto
c)Preço
d) Prazo de envio
e) Formas de pagamento
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