DEMANDA DO SETOR 09.05.2026 | 13h50

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Diego Campos / Secom-PR
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu que o governo federal criará linhas de renegociação de dívidas para produtores de grande e pequeno porte, atendendo à demanda do setor que alega possuir R$ 120 bilhões em dívidas. A declaração ocorreu no programa “Bom Dia, Ministro”, exibido na quarta-feira (07).
“Eu tenho liderado o debate com a senadora Teresa Cristina e o senador Renan Calheiros para a gente reabrir uma linha para os agricultores de média e maior renda para a gente tratar de quem não conseguiu entrar na última linha”, afirmou o ministro ao
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Durigan ressaltou que o governo disponibilizou linha de crédito de R$ 12 bilhões para produtores em áreas atingidas por catástrofes, como o Rio Grande do Sul, por exemplo. Os produtores, contudo, reclamaram da burocracia.
“A gente ofereceu R$ 12 bilhões numa primeira linha e creditou R$ 7,5 bi. Ficou sobrando que não foi tomado. Muita gente diz ‘ah, mas foi muito burocrático’. Tudo bem, estou disposto a rever a burocracia”, garantiu o ministro.
“Temos uma realidade das contas públicas. Eu sempre digo, quando converso com o Congresso, que, do meu lado, estou sentado em uma cadeira e exerço um ofício. Então nós temos que ser responsáveis, sob pena de beneficiar um setor e desajustar a economia para todas as outras pessoas”, acrescentou.
Guerra, diesel e encarecimento da cadeia produtiva
O ministro disse ainda que o governo federal adotará as medidas necessárias para assegurar o abastecimento e o controle do preço do diesel no país, uma demanda do agronegócio, que depende do combustível não apenas para o escoamento da produção, mas também para o funcionamento do maquinário agrícola.
Os produtores alegam que o encarecimento do diesel, devido às guerras no Oriente Médio que afetam a extração de petróleo, tem contribuído para o aumento das dívidas no setor.
“O preço aumentou um pouco? Aumentou, porque é inevitável. Não chegou às alturas como em outros lugares. Aumento pouco e nós estamos fiscalizando, mantendo o abastecimento firme, então não falta diesel no país, isso é importante dizer”, disse Durigan.
“Nós vamos seguir endereçando [ações]. À medida que a guerra for avançando, a gente vai adotando medidas com aquela premissa: o Brasil não é sócio da guerra e nós vamos ajudar o nosso povo”, completou.
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