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12.02.2004 | 03h00

MS e Goiás querem criar Gasoduto da Unificação

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Os governos de Goiás e de Mato Grosso do Sul vão apresentar à ministra Dilma Rousseff (Minas e Energia), hoje, um estudo preliminar sugerindo três alternativas de rota para o Gasoduto da Unificação (Gasun). Trata-se de um projeto que prevê a construção de um gasoduto de 5.100 quilômetros de extensão. O duto partiria de um city-gate (estação de medição de gás) do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) no Mato Grosso do Sul e cruzaria toda a Região Centro-Oeste até chegar ao Nordeste.

Segundo o governo sul-mato-grossense, o projeto já contaria com R$ 1,8 bilhão do Plano Plurianual da União para investimentos nos próximos cinco anos. Os governadores Zeca do PT (MS) e Marconi Perillo (GO) selaram na segunda-feira um pacto político pelo qual reunirão esforços para viabilizar o projeto.

Zeca do PT e Perillo esperam contar também com a adesão do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que participará da audiência com a ministra.

Com o pacto, o Mato Grosso do Sul quer a garantia de que o Gasun parta mesmo de um city-gate localizado em Ribas do Rio Pardo (MS), na região do Rio Mimoso, e não de Paulínia (interior de SP), como já foi cogitado.

De acordo com o diretor-presidente da distribuidora de gás canalizado do Mato Grosso do Sul MSGás, Maurício Gomes de Arruda, os três governos formarão um grupo de estudos que dará suporte ao Ministério de Minas e Energia na definição do projeto.

Mauricío Arruda argumentou que o Gasbol opera atualmente com ociosidade, o que permitiria a disponibilidade de gás boliviano para atender o Gasun.

"O Gasbol transporta atualmente 15 milhões de metros cúbicos por dia, para uma capacidade de 30 milhões de metros cúbicos por dia", disse o diretor-presidente da distribuidora MSGás.

Mato Grosso também já possui um ramal do Gasbol, que chega até Cuiabá, na sede da Usina Termelétrica da Enron.

No final do ano passado o governo do Estado criou a MTGás, que vai distribuir o gás que chega da Bolívia. A previsão é de que isso ocorra no segundo semestre deste ano.

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