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Economia - A | + A

Deu em A Gazeta 10.07.2020 | 08h44

Pedidos crescem 15% em MT desde março

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Entre abril e junho, 42 mil mato-grossenses tiveram seus pedidos aceitos pelo Ministério da Economia. O número é maior que o registrado em 2019, que totalizou 36,5 mil. Os dados são um termômetro para medir, mesmo que parcialmente, os impactos da pandemia no mercado de trabalho.

 

Até agora, o maior número de concessões foi registrado em maio, com um total de 16,7 mil liberações de seguro e aumento de 29,4% perante o ano anterior. Mas junho não ficou muito atrás e registrou crescimento de 18,2%, com 12,4 mil concessões. De acordo com o Ministério da Economia, todos os setores registraram demissões, sendo comércio e serviços os que apresentaram maior volume de entrada no benefício, com 7,4 mil solicitações.

 

Jonas Alves, presidente Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) e da Facmat, comenta que o aumento drástico no desemprego reflete a crise econômica desencadeada pela pandemia. Atualmente, o comércio não essencial de produtos está fechado em Cuiabá e Várzea Grande, o que pode prolongar os impactos por mais meses.

 

“O poder municipal no início se preocupou exclusivamente com a saúde, no momento que estava mais fácil e sacrificou as empresas. Estamos há mais de 120 dias nessa intermitência, de abre e fecha, é um período muito longo e não tem mais como as empresas suportarem. Sem comercialização, a única alternativa é dispensar”. Alves complementa que é necessário a retomada das atividades, com toda a segurança com a saúde de funcionários e clientes.

 

Economista Josilmar Cia, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, avalia que a falta de coordenação do poder público e um isolamento social de baixa qualidade vai tomar mais tempo para voltar a ter uma rotina mais próxima do “novo normal” no país. Ele prevê que o desemprego deve ter uma piora até o final do ano, embora mais de 50% da população economicamente ativa já esteja sem emprego no país.

 

“A recuperação do emprego tenderá a ser mais devagar do que toda a economia, pois os setores de que mais empregam, tendem a ter uma retomada mais tarde e lenta”. O aumento do comércio eletrônico também é um fator que deve mudar a estrutura do comércio tradicional, diminuindo a capacidade de oferta de emprego. Prazo para liberar é de até dois meses Da Redação

 

O pedido de seguro-desemprego leva de 30 a 60 dias para ser liberado pelo governo, de acordo com o Ministério da Economia. No entanto, para ter direito ao benefício, o trabalhador deve atender a requisitos da legislação trabalhista.

 

O benefício tem a finalidade de garantir a subsistência temporária do trabalhador dispensado involuntariamente, ou seja, demitido sem justa causa. Podem fazer o pedido aqueles que não possuem outra fonte de renda própria ou que receba benefício de prestação continuada (BPC).

 

De acordo com a legislação, para a primeira solicitação o trabalhador deve ter trabalhado por, no mínimo, 12 meses. Na segunda, é exigido pelo menos 9 meses de trabalho, passados 12 meses do último pedido. Nas demais solicitações, o prazo para dispensa cai para 6 meses de trabalho.

 

O trabalhador pode preencher o pedido pela internet, com documentos pessoais, como CPF, e o requerimento de segurodesemprego que recebe do empregador ao ser demitido. O benefício pode ser solicitado por meio digital através do Portal de Serviços do Governo, do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, ou nos postos de atendimento do Ministério da Economia e do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

 

Como os atendimentos presenciais estão suspensos nas unidades do Sine em Cuiabá, devido à pandemia, trabalhadores podem entrar em contato com o Sine Municipal pelos telefones (65) 992552450 (WhatsApp) ou pelos números fixos, (65) 36457250 ou 36457251. Dúvidas podem ser esclarecidas também pelo canal de teleatendimento do Ministério, no número 158. (KA)

 

No Brasil, já são 653,1 mil registros

 

No mês de junho de 2020, foram contabilizados em todo o país 653,1 mil requerimentos ao seguro-desemprego.

 

Os 3 estados com maior número de pedidos foram São Paulo (199.066), Minas Gerais (70.333) e Rio de Janeiro (52.163).

 

Em relação aos setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre os segmentos de serviços (41,7%), comércio (25,4%), indústria (18,7%), construção (10,1%) e agropecuária (4,1%). (KA)

 

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