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pesou no bolso 24.01.2020 | 11h00

Preço da carne ao consumidor cai 10%, mas não volta ao nível de 2019

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O preço da carne no atacado para o consumidor em São Paulo teve uma queda média de 10,3% neste mês em relação a dezembro, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. A expectativa é que os valores diminuam um pouco mais até fevereiro, mas não devem recuar ao mesmo patamar do primeiro semestre do ano passado.

 

Com a queda, o valor médio no atacado ao consumidor ficou em R$ 18 o quilo. A expectativa é que o preço se estabilize na faixa de R$ 17 a R$ 16,90 o quilo no atacado. A arroba teve uma queda de 7,2% e ficou em média em R$ 190.

 

"O valor deve continuar caindo até o começo de fevereiro, com o movimento que vem ocorrendo da adequação da arroba bovina", afirma Ricardo Nissen, assessor técnico da Comissão Nacional de Bovino Cultura de Corte, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil .

 

No açougue Parisienne, em Cerqueira Cesar, região central de São Paulo, por exemplo, o quilo do contrafilé, que chegou a R$ 44 em dezembro, é vendido agora a R$ 39,30. O coxão mole passou de R$ 39,00 para R$ 32,00 e a costela, de R$ 26,99 para R$ 19,99.

 

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No fim do ano passado, a alta da importação de carne feita pela China e a desvalorização do real em relação ao dólar, que tornou as exportações mais rentáveis para os frigoríficos, fizeram a cotação da arroba do boi gordo atingir o pico histórico. O preço da proteína animal aumentou em relação aos meses anteriores em 30%.

 

"A gente acredita que voltar ao valor dos meses anteriores, de R$15 a R$15,50 no atacado, é difícil retornar, até por causa da baixa do abate e do aumento das exportações, que forçam essa elevação. Mas não vai ficar no preço de dezembro, deve retornar a um patamar aceitável para o consumidor", avalia Nissen.

 

Os consumidores já estão sentindo a melhora. Nos supermercados de São Paulo, quando o valor chegou ao pico, a redução do consumo da carne foi de até 30%. Agora esta média está em 10%.

 

"É natural o consumidor buscar alternativas, como o frango e a carne suína. Mas, depois de um tempo, as pessoas vão se habituando", afirma Ronaldo Santos, presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

 

Ele também afirma que os preços recuaram, mas que não devem voltar ao mesmo nível de antes de dezembro. "O preço vai ficar em torno do que está hoje, ou seja, aquela arrouba de R$ 150 de agosto não veremos mais."

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