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‘país VIVE UMA EPIDEMIA DE FEMINICÍDIO’ 28.08.2026 | 16h30

Buzetti ironiza tese de ‘masculinicídio’, ataca STF e defende fim do regime semiaberto em MT

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Reprodução TV Vila Real

Reprodução TV Vila Real

A candidata ao Senado, Margareth Buzetti (PP), comentou ações a favor do combate à violência contra a mulher e proposições legislativas para o endurecimento da execução penal contra o crime organizado. Além de se posicionar sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a independência dos Poderes, a parlamentar analisou os desdobramentos de investigações policiais na coligação estadual e definiu suas preferências no cenário eleitoral nacional.

 

“O Brasil vive uma epidemia de feminicídio. É uma epidemia de homens matando mulheres porque não aceitam o fim do relacionamento. E o homem, ele não morre dentro de casa, cuidando dos filhos, fazendo comida, lavando roupa”, disparou, ironizando o discurso de “masculinicídio” durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia nesta sexta-feira (28), que foi transmitida parcialmente no horário do Programa Balanço Geral por conta do período de propaganda eleitoral.

 

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Aprofundando os caminhos que pretende tomar para frear os índices alarmantes do estado, a empresária destacou que o endurecimento de penas deve vir acompanhado de bases estruturais na infância e juventude.

 

“Eu sabia e eu nunca afirmei que só o aumento de pena resolveria o feminicídio. Nós temos que começar falando da educação. A educação é a base de tudo. Enquanto nós tivermos crianças que não entendam que o pai batendo na mãe e a menina vendo sua mãe apanhando, ela tem que entender que é um crime que o pai está cometendo. Para isso, nós temos que ter uma política nacional de creches com contraturno, escola em período integral”, ressaltou a postulante.

 

Segundo ela, a busca por garantir a independência feminina esbarra também na dependência financeira da vítima e no financiamento das etapas de apoio social e de proteção do Estado.

 

“Se essa mulher não conseguir deixar seu filho seguro em uma creche que tenha contraturno, para ela poder trabalhar, para ela poder se capacitar, ser independente, porque mulher que não tem dinheiro próprio é uma mulher sem saída. Nós não vamos avançar como sociedade, nós não vamos evoluir se nós não fizermos isso”, explicou Buzetti sobre a articulação necessária entre a União, estados e municípios.

 

A consolidação de avanços legislativos anteriores abriu margem para que a candidata pontuasse o trabalho que já realizou no Congresso Nacional.

 

“Enquanto lá, eu aprovei quatro leis gigantescas hoje. Foram quatro leis gigantes que mudaram o Código Penal Brasileiro. Relatorias super importantes, inclusive violência vicária, que tem gente que diz que também não existe”, afirmou, relembrando o enquadramento do vicaricídio para combater agressores que matam filhos para punir mães.

 

Ao avançar sobre o cenário político e o debate das atribuições do Judiciário frente ao Legislativo, a candidata repudiou a dependência eleitoral pautada em um único tema.

 

“Eu, sem alarde, sem nada, eu assinei o impeachment do ministro Alexandre de Moraes porque esse contrato de R$ 129 milhões com a esposa dele, eu achei... criminoso”, disse, ressalvando que “uma candidatura ao Senado não pode ter bandeira única, pois a missão de um senador é muito mais ampla do que isso”.

 

Analisando a conduta das lideranças do próprio Congresso, a parlamentar cobrou firmeza institucional para apreciar pedidos de cassação e restabelecer a independência dos Poderes.

 

“Nós temos que ter um presidente do Senado que não se acovarde mediante isso e coloque, admita um impeachment. E daí a gente vai ver se tem crime ou não”, protestou.

 

Questionada sobre as falhas estatais na criação de delegacias e no enfrentamento à criminalidade, Buzetti admitiu o atraso nas respostas governamentais no interior, mas enfatizou a necessidade de expansão das unidades operacionais.

 

“Eu acho que não é por aí. Na realidade, hoje já tem a delegacia 24 horas da mulher em Várzea Grande, e nós temos que ampliar isso para outros municípios. Eu fui à inauguração em Lucas, da Delegacia da Mulher, em Sorriso. Porque é necessário. São lugares que têm um índice muito grande de violência feminina”, salientou.

 

No campo da segurança pública e do avanço de facções criminosas, a candidata detalhou alterações diretas no sistema penal para fechar brechas na execução das penas.

 

“A PEC dá competência aos Estados em alguns quesitos para que eles possam atuar na execução penal e processual penal. E o outro é um PLP que fala dessas competências e em que eu acabo com o semiaberto. Ou o cara está preso ou está solto”, explicou, mencionando ainda a tragédia ocorrida em Mato Grosso que motivou o Cadastro Nacional de Pedófilos.

 

 

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