SEM TORNOZELEIRA 28.08.2026 | 08h47

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Reprodução
A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do Tatu Bola Bar, em Cuiabá, foi solta pela Justiça Federal após ter a prisão preventiva cumprida pela Polícia Federal durante a Operação Bóreas. Segundo a defesa, ela deixou a unidade prisional sem qualquer medida cautelar, sem uso de tornozeleira eletrônica e sem pagamento de fiança.
O advogado Fernando Farias, que representa Thatiana, afirmou que a decisão reconheceu que a prisão preventiva era desnecessária. “Foi solta. Sem restrições. Não teve nenhuma fiança. O juiz reconheceu que a prisão realmente era desnecessária", disse ao
.
Para o advogado, a prisão foi considerada desproporcional diante da situação da empresária. “O ponto foi o que eu sempre declarei: prisão totalmente desnecessária. Absurda. 12 anos de MP e 7 como advogado criminal, nunca vi nada igual”, complementou.
Apesar de ter sido colocada em liberdade, Thatiana ainda deverá ser ouvida pela Polícia Federal no decorrer da investigação.
Prisão
Thatiana foi presa na terça-feira (25), em Cuiabá, durante a Operação Bóreas, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar na logística de transporte aéreo internacional de drogas e armas de fogo.
Durante a audiência de custódia, a empresária afirmou desconhecer os motivos que teriam levado à decretação de sua prisão preventiva. Ela disse ainda que nunca havia sido presa ou chamada anteriormente para prestar esclarecimentos sobre qualquer investigação.
Thatiana afirmou acreditar que a prisão poderia ter relação com o irmão, que está preso no Tocantins após ser detido com drogas em um avião.
“Eu não sei do que se trata. Tenho um irmão que está preso fora. Imagino que tivesse algo ligado a ele por conta de um mandado lá de Tocantins”.
A empresária também destacou durante a audiência que vive em Cuiabá há cerca de 20 anos, possui comércio na cidade, endereço fixo e mantém as redes sociais abertas ao público.
“Eu não faço ideia do fundamento. Com todo respeito ao Poder Judiciário, foi decretada uma preventiva. Eu nunca pisei numa delegacia, eu nunca tive um nome no Serasa, para hoje estar aqui na Polícia Federal”.
Em outro momento, ela afirmou estar vivendo uma situação distante de sua realidade. “Eu tô me sentindo num mundo totalmente fora da minha realidade. Eu tenho horário para chegar no trabalho, eu tenho um comércio que é público, minhas redes sociais são abertas, eu tenho residência fixa, eu declaro um imposto de renda”.
Dinheiro e joias
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência de Thatiana, em Cuiabá, a Polícia Federal apreendeu R$ 84,8 mil em dinheiro, além de um Volkswagen T-Cross, um aparelho celular e joias.
Segundo o registro da operação, R$ 9,8 mil estavam sobre uma mesa de cabeceira. À polícia, Thatiana teria afirmado que o dinheiro era um presente de noivado.
A defesa nega qualquer envolvimento da empresária com lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. A Operação Bóreas busca desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento na logística de transporte internacional de drogas e armas. Além de Thatiana, outros dois alvos tiveram a prisão preventiva cumprida.
Com a decisão judicial, a advogada e empresária responderá à investigação em liberdade e sem medidas cautelares, segundo a defesa.
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