'sequer sabem nome' 29.09.2026 | 15h40

fred.moraes@gazetadigital.com.br
João Vieira/GD
A menos de uma semana da eleição, Antônio Galvan (DC) decidiu ignorar o cenário apresentado pelas pesquisas e apostar em uma virada na disputa pelo Senado. Em entrevista ao
, o candidato afirmou que os levantamentos não vão se repetir nas urnas e sustentou que a eleição continua aberta. Essa é a segunda disputa do candidato por uma das duas vagas de Mato Grosso. Ele concorreu em 2022 e ultrapassou a barreira de 300 mil votos.
Para Galvan, mais de 70% dos eleitores ainda não teriam definido o voto para o Senado. O candidato afirmou que parte da população sequer tem conhecimento de que serão dois votos para o cargo, bem como do nome dos postulantes.
”Com certeza [a pesquisa] não se refletirá nas urnas. Pelo menos 70% ou mais não sabe sequer o nome de um candidato ao Senado, e estamos na semana final da eleição. Se você for na rua e fizer uma pesquisa, sete pessoas em cada dez com certeza vão falar que não sabem um. Então não tem nada definido, está totalmente aberto”, afirmou.
Na avaliação de Galvan, até mesmo o favoritismo atribuído a Mauro Mendes pelas pesquisas não seria suficiente para garantir uma das cadeiras. O candidato reconheceu a gestão do ex-governador, mas questionou se Mendes seria o nome adequado para ocupar uma vaga no Senado diante dos processos e embates que, segundo ele, envolvem o ex-governador no Supremo Tribunal Federal.
“Mauro fez um ótimo governo, mas não significa hoje que ele seria o ideal para estar lá, porque ele está comprometido aí com várias ações que foram abertas contra ele dentro do Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Galvan aproveitou a discussão para transformar o STF em um dos principais pontos de sua candidatura. Segundo ele, senadores que chegam à Corte sob o peso de processos judiciais podem enfrentar dificuldades para atuar politicamente diante dos próprios ministros.
“Então, hoje, pelo modo operante da própria Suprema Corte, quem for lá comprometido com ações judiciais, você sabe que nível o voto dele é caçar alguns ex-ministros. E, para nós criarmos estabilidade de volta no país, o respeito às instituições, que nós temos três instituições, nenhuma delas por alguns dos ministros, não são todos, e flagrantemente desrespeito”, afirmou.
O candidato também criticou o silêncio dos adversários sobre decisões do Supremo relacionadas aos atos de 8 de janeiro e voltou a defender uma postura mais dura do Senado em relação aos ministros da Corte.
“Eu não vi eles falarem nem um momento hoje das aberrações das condenações de 8 de janeiro. Eu não os vi falarem nada dos julgamentos já feitos por ministros, que estão sempre favoráveis aos escritórios das esposas, em relação a processos que são conduzidos por escritórios familiares, e não vi nada deles falarem isso”, disse.
Na reta final, o candidato voltou a insistir que o resultado das pesquisas não representa, necessariamente, o comportamento do eleitor no dia da votação. Galvan aposta justamente no eleitor que ainda não decidiu o voto para tentar alterar o cenário apontado pelos levantamentos.
“Então não tem nada definido na nossa eleição. Acredito que vai ter muitas surpresas. E o povo vai levar em consideração que voto de gratidão pode levar uma nação à ruptura, a quebrar”, concluiu.
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