'prevenção é urgente' 24.08.2026 | 17h26

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TV Vila Real/Reprodução
O candidato ao Senado, Nelson Ferreira (Agir) defendeu que o esporte seja usado na formação de meninos e rapazes para que eles cresçam sabendo aceitar “derrotas”, inclusive na vida amorosa. A ideia é usar mais esse instrumento contra os casos de feminicídio que são registrados em todo o país e também em Mato Grosso, estado que figura sempre nas primeiras posições quando o tema é a morte em razão do gênero da vítima.
“O esporte é bom porque ele ensina a criança a ganhar e perder. Ganhar e perder a vida inteira. Eu fui formado assim, ganhando e perdendo, ganhando e perdendo. Quando você chegar lá em cima, adulto, você perdeu; você vai conviver com aquilo tranquilamente. ‘Eu perdi o amor da minha vida, e perdi a mulher’, não tem problema, você não vai matar, não vai cometer feminicídio. Você aprendeu a ganhar e perder”, defendeu o candidato durante entrevista ao Jornal do Meio Dia desta segunda-feira (24).
Conforme as propostas do candidato, a iniciativa seria usada no âmbito de um sistema de ensino em tempo integral que também evitaria que esses mesmos jovens fossem cooptados pelo crime organizado.
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“Olha a importância do esporte na vida de uma criança e na formação do ser humano. Essas prevenções nós temos que trabalhar urgentemente no nosso país”, acrescentou.
O candidato também criticou colegas de partido e outros candidatos nesta eleição que têm defendido o fim da lei do feminicídio, alegando que esse tipo de morte não se diferencia dos homicídios tradicionais.
“Eles estão completamente errados, não estão acompanhando o que acontece realmente. E não é só na classe baixa, é na classe alta também. O Carlinhos Bezerra matou e o cara é multimilionário, então acontece em todas as classes. Acredito que temos que conversar com eles, explicar melhor como funciona, porque acho que eles estão desatualizados”, disse.
Ao longo da entrevista, Maurício disse defender uma mudança de Constituição no Brasil, para que seja implementada a pena de prisão perpétua, inclusive contra feminicidas. O texto constitucional em vigor impede a discussão do tema em razão de cláusulas imutáveis.
Até que haja essa substituição, conforme ele, a prevenção pode ser feita pela educação, pelo esporte e pela prisão.
“A Margareth Buzetti colocou 40 anos para prisão [de condenados por feminicídio], mas tem que ser 40 anos fechado. Não tem que sair antes. O Brasil tem que acabar com esse negócio de cumpriu um terço ou dois terços e vai para a rua novamente, saidinha e visita íntima que tem na legislação”, concluiu.
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