TEVE CRISES DE PÂNICO 28.10.2026 | 16h50

redacao@gazetadigital
Montagem GD
A cantora Allane Carvalho, moradora de Sinop (a 500 km de Cuiabá), publicou um vídeo no Instagram, nesta quarta-feira (28), denunciando que voltou a ter o nome incluído em uma suposta lista de boicote por questões políticas. Em um desabafo emocionado, a artista relatou prejuízos profissionais, humilhações, crises de pânico e anunciou que deixará a cidade com a namorada.
Segundo ela, a perseguição começou após as eleições de 2022, quando criticou os bloqueios de rodovias realizados por manifestantes insatisfeitos com o resultado eleitoral. Apesar de não ter declarado seu voto, afirma que foi rotulada como esquerdista e passou a sofrer represálias.
“Em 2022, eu fiz uma publicação sobre os bloqueios das estradas, que eu achei uma injustiça, que eu achei errado, e pegaram aquilo e me colocaram, me taxaram como esquerdista”, relatou.
A cantora afirma que teve contratos cancelados, recebeu xingamentos, sofreu ataques à reputação e chegou a ter o nome associado a um site pornográfico. As situações também afetaram sua saúde mental, provocando crises de pânico, isolamento e pensamentos suicidas.
“Tive vários contratos cancelados. Tive muita humilhação, recebi muita humilhação. Recebi xingamentos. Recebi coisas grotescas”, contou.
Na época, Lani decidiu enfrentar a situação em silêncio, com o apoio da namorada, Georgia, fisioterapeuta pélvica. Apesar das dificuldades, permaneceu em Sinop e tentou reconstruir a carreira.
Novo boicote e despedida
Após as eleições de 2026, a artista afirma que voltou a receber mensagens de amigos informando que seu nome circulava em uma nova lista de boicote. Segundo ela, os registros chegaram mais de cinco vezes, despertando o medo de reviver as perseguições.
“Estão cometendo essa injustiça comigo pela segunda vez, e eu não vou aceitar de novo”, declarou.
Diante da situação, a cantora anunciou que deixará Sinop com Georgia. As duas viajarão de férias na próxima semana, em uma viagem já programada, e, após o retorno, pretendem cumprir os compromissos profissionais pendentes, encerrar contratos, organizar os bens e procurar outro lugar para morar, no Brasil ou no exterior.
A cantora também considera abandonar a música e começar uma nova atividade profissional. Segundo ela, a reserva financeira construída durante os anos de carreira permitirá enfrentar a mudança.
“Eu amo tanto fazer o que eu faço. Mas pra mim não dá mais”, lamentou, emocionada.
Ao final, agradeceu o apoio dos seguidores e afirmou que, apesar do carinho por Sinop e dos vínculos familiares na cidade, não pretende enfrentar novamente a situação.
“Gostamos da nossa vida aqui. Nossa família daqui. Então resolvemos permanecer. Enfrentar tudo. Mas... Eu não vou passar por isso novamente”, concluiu.
As denúncias foram feitas pela própria cantora nas redes sociais. Não há, nas informações apresentadas, identificação dos responsáveis pelas supostas listas de boicote.
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