‘VANDALISMO INACEITÁVEL’ 30.09.2026 | 13h26

laisa@gazetadigital.com.br
Montagem GD
O ato de vandalismo cometido contra a imagem de Nossa Senhora Aparecida na Cruz do Chilão, em Cuiabá, na última sexta-feira (25), gerou forte repercussão e motivou reações de candidatos e autoridades em Mato Grosso. A imagem da padroeira do Brasil foi encontrada quebrada, sem a cabeça, em um marco tradicional da religiosidade cuiabana que reúne elementos católicos e da cultura de matriz africana.
O senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, repudiou o episódio e manifestou solidariedade à comunidade católica mato-grossense, destacando a importância da tolerância e do respeito às crenças.
“O ato de vandalismo contra a imagem de Nossa Senhora Aparecida, [...] é inaceitável e merece o meu repúdio. O Brasil é um país reconhecido por sua diversidade cultural e de povos e por abraçar diferentes crenças religiosas. Todas as manifestações de fé devem ser igualmente respeitadas. Atos de intolerância religiosa são condenáveis e colocam em risco o convívio social de forma civilizada e democrática”, afirmou.
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Já o candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), ao comentar sobre o cenário e o debate político em torno da fé, defendeu a atuação de aliados e negou o uso político discriminatório da religião. Questionado sobre o assunto, Fagundes destacou sua formação católica e a ligação familiar com a Igreja, mencionando que sua irmã é freira franciscana, além de ressaltar o respeito que figuras como o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) dedicam às instituições religiosas.
“Flávio Bolsonaro respeita muito todas as igrejas. O presidente Bolsonaro respeita muito todas as igrejas. Não é uma mentira que vão desqualificar o trabalho tão brilhante que o Bolsonaro e o Flávio Bolsonaro fizeram por esse país”, pontuou o candidato sobre as polêmicas recentes que envolvem os nomes da ala bolsonarista à intolerância contra símbolos católicos como Nossa Senhora.
O caso também foi alvo de comentários do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que minimizou o episódio, e nota oficial da Arquidiocese de Cuiabá, assinada pelo administrador arquidiocesano, padre Deusdedit Monge de Almeida, que classificou o episódio como intolerância religiosa, cobrou apuração das autoridades e reforçou que os símbolos sagrados de todas as tradições devem ser respeitados.
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